“Nunca fui amiga de Epstein”, diz Melania Trump
Primeira-dama dos EUA faz pronunciamento público, nega vínculo e cobra espaço para sobreviventes deporem sob juramento
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, veio a público nesta quinta-feira, 9, para negar qualquer ligação com o financista Jeffrey Epstein — morto em 2019 em circunstâncias que ainda geram controvérsia — e afirmar que não é uma de suas vítimas. A declaração foi feita diretamente a jornalistas, em um dos raros pronunciamentos de Melania desde que retornou à Casa Branca.
“Nunca fui amiga de Epstein. Donald e eu fomos convidados para as mesmas festas que ele de vez em quando, já que a sobreposição de círculos sociais é comum em Nova York e Palm Beach”, declarou.
A primeira-dama foi direta ao afastar também qualquer vínculo com a cúmplice condenada do financista: “Para deixar claro, nunca tive qualquer relação com Epstein ou com sua cúmplice, Ghislaine Maxwell”.
Além de rebater as acusações, Melania pediu ao Congresso uma audiência pública voltada exclusivamente para as sobreviventes do esquema de Epstein: “Peço ao Congresso que proporcione às mulheres que foram vitimadas por Epstein uma audiência pública especificamente centrada nas sobreviventes, dando a essas vítimas a oportunidade de testemunhar sob juramento diante do Congresso, com o peso de um depoimento formal”.
A ameaça de processo
O pronunciamento ocorre em meio à divulgação contínua de documentos judiciais ligados ao caso Epstein, material que tem colocado nomes conhecidos sob escrutínio e alimentado especulações nas redes sociais — parte delas já contestada por autoridades e advogados de defesa.
Em 2025, Hunter Biden, filho do ex-presidente Joe Biden, afirmou em entrevista que foi Epstein quem apresentou Melania a Donald Trump. A equipe jurídica da primeira-dama reagiu com uma carta formal, datada de 6 de agosto de 2025 e divulgada pela Fox News Digital.
No documento, o advogado Alejandro Brito classificou as afirmações de Hunter Biden como falsas, difamatórias e “extremamente obscenas”, e afirmou que as declarações causaram à primeira-dama “danos financeiros e de reputação avassaladores”. A ameaça de processo não chegou a se concretizar publicamente até o momento.
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