Navio de guerra dos EUA chega a Trinidad e Tobago
Movimentação militar ocorre em meio à escalada de pressão de Donald Trump sobre o regime de Nicolás Maduro
Um destróier dos Estados Unidos chegou neste domingo, 26, a Trinidad e Tobago, pequeno arquipélago situado diante da costa da Venezuela.
A movimentação militar ocorre em meio à escalada de pressão do presidente Donald Trump sobre o regime de Nicolás Maduro.
O navio USS Gravely foi avistado na manhã de domingo no porto de Port of Spain, capital trinitina, a cerca de 570 quilômetros de Caracas.
Segundo o governo local, a embarcação permanecerá no país até quinta-feira, enquanto uma unidade de fuzileiros navais americanos realiza exercícios conjuntos com as Forças Armadas de Trinidad e Tobago.
A presença do destróier coincide com o anúncio do envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior e mais poderoso do mundo, segundo o Pentágono. A embarcação integra um agrupamento de ataque que inclui outros três contratorpedeiros — USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston Churchill —, além de esquadrões de caças F-18 e helicópteros de combate MH-60.
Maior mobilização militar em anos
Com a nova operação, os Estados Unidos já deslocaram cerca de 10 mil soldados para o Caribe.
Metade está a bordo de oito navios de guerra, enquanto o restante se encontra em bases de Porto Rico. O Pentágono não divulgou detalhes sobre a localização exata do grupo nem o período previsto de permanência na região.
Na quinta-feira, um bombardeio americano afundou o décimo barco suspeito de ligação com o narcotráfico, elevando para 43 o número de mortos em operações recentes.
Trump tem comparado organizações de tráfico de drogas a grupos terroristas e indicou que pode autorizar incursões terrestres em países da América do Sul.
As declarações foram recebidas com preocupação por governos da Colômbia e da Venezuela, que acusam Washington de usar o combate ao narcotráfico como pretexto para expandir sua presença militar.
Lula tenta se posicionar como mediador
A movimentação ocorre no mesmo dia em que o presidente Lula (PT) se encontrou com Donald Trump na Malásia, durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).
O encontro, de cerca de 50 minutos, tratou principalmente das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, mas também abordou a crise venezuelana.
Segundo o chanceler Mauro Vieira, Lula afirmou a Trump que a América do Sul é “uma região de paz” e que o Brasil está disposto a atuar pela “promoção da paz e do entendimento entre as nações”.
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