“Não tenho garantias de que o cessar-fogo em Gaza será mantido”, diz Trump
Presidente americano e premiê israelense, Benjamin Netanyahu, conversam sobre futuro de Gaza nesta segunda, 3
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 3, não ter “garantias” de que o acordo de cessar-fogo firmado entre o grupo terrorista Hamas e o governo de Israel será mantido.
A declaração de Trump ocorre em meio à visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a Washington nesta segunda-feira, 3. Na reunião, os líderes dos países conversaram sobre o futuro de Gaza, especialmente quem comandará a região após o término do conflito.
O enviado especial dos Estados Unidos ao Oriente Médio, Steve Witkoff, garante que os termos do acordo serão cumpridos.
Não é a primeira vez em que Trump demonstrou pessimismo quanto ao cumprimento do acordo. Em 21 de janeiro, dia seguinte à posse como presidente dos EUA, o republicano disse não estar “confiante” quanto à duração dos termos firmados.
Na última semana, Netanyahu criticou a propaganda promovida pelo Hamas no momento de transferência dos reféns israelenses e disse “não aceitar violações do acordo“.
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Libertação de reféns
O grupo terrorista Hamas libertou neste sábado mais três reféns israelenses como parte do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza. Os reféns foram entregues à Cruz Vermelha, responsável pelo transporte, e já estão em Israel.
Os libertados são Yarden Bibas, Ofer Kalderon e Keith Siegel. Bibas e Kalderon foram soltos na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, enquanto Siegel foi entregue no Porto de Gaza.
Em troca, Israel libertou 182 prisioneiros palestinos.
A família de Keith Siegel, como mostramos, agradeceu Trump pela libertação do refém, que ficou 484 dias nas mãos do grupo terrorista.
“Obrigado, presidente Trump, por trazer nosso pai de volta para nós. Agora há 79 reféns que também estão esperando para se reunir com seus entes queridos. Nossa esperança está com vocês”, afirma em nota.“Neste momento, nosso pai pisa novamente em solo israelense, e estamos tomados por uma emoção impossível de descrever”, acrescentou a família.
“Foram 484 dias de medo e preocupação. Agora, podemos finalmente respirar.”
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