Ministro de Israel manda barrar barco com Greta Thunberg rumo a Gaza
Embarcação é operada pela Freedom Flotilla Coalition, grupo pró-Palestina, e partiu da Sicília no domingo passado
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou neste domingo, 8, que instruiu os militares a impedir que o navio Madleen, com 12 ativistas a bordo, chegue à Faixa de Gaza em tentativa de furar o bloqueio naval imposto por Israel.
A embarcação é operada pela Freedom Flotilla Coalition, grupo pró-Palestina, e partiu da Sicília, na Itália, no último domingo, 1º, com o objetivo de entregar ajuda humanitária e protestar contra o bloqueio ao território palestino.
Entre os passageiros estão a ativista climática sueca Greta Thunberg, o brasileiro Thiago Ávila, a deputada franco-palestina Rima Hassan, do Parlamento Europeu, e o ator Liam Cunningham, da série Game of Thrones.
“Ordenei às Forças de Defesa de Israel que atuem para que o Madleen não chegue a Gaza. À antissemita Greta e seus amigos, digo claramente: voltem, porque vocês não chegarão a Gaza”, afirmou Katz, em comunicado.
Segundo ele, o bloqueio tem como objetivo impedir a entrada de armas para o Hamas, grupo classificado por Israel como terrorista.
O grupo de ativistas afirmou que pretende alcançar as águas de Gaza ainda neste domingo.
A deputada Rima Hassan, que já foi proibida de entrar em Israel por sua oposição às políticas do país, também participa da missão. Em uma coletiva de imprensa antes da partida, Thunberg classificou a situação em Gaza como “um genocídio transmitido ao vivo” e criticou o silêncio da comunidade internacional.
No mês passado, uma tentativa anterior da Freedom Flotilla fracassou depois que um de seus navios foi atacado por dois drones em águas internacionais, nas proximidades de Malta. O grupo atribui o ataque a Israel, que não comentou o caso. A embarcação teve a proa danificada.
O ativismo anti-Israel de Greta
Greta Thunberg participou de diversos protestos contra Israel. Em 7 de outubro do ano passado, aniversário do massacre do Hamas em Israel, ela esteve numa manifestação pró-Palestina em Berlim. Durante o ato, participantes atiraram garrafas contra agentes da polícia e entoaram slogans anti-Israel.
Em vídeo, Thunberg repetiu a sua acusação de genocídio contra Israel e disse que o Estado alemão era cúmplice.
O comissário contra o antissemitismo do Governo Federal, Felix Klein, qualificou as declarações de Thunberg sobre o conflito no Oriente Médio de “anti-Israel e também anti-semitas devido à negação oculta do direito de existência de Israel”.
Leia também: Por antissemitismo, Greta pode ser proibida de entrar na Alemanha
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Reca
08.06.2025 13:39Será que se os terroristas do Hamas devolvesse TODOS os israelenses sequestrados (vivos ou assassinados), encerraria a invasão à Gaza e, consequentemente, sacrifícios impostos aos palestinos inocentes?
Marian
08.06.2025 11:15Não haverá fotos dessa vez, mas a ajuda humanitária poderá ser entregue, já que esse é o propósito da longa viagem de 6 dias, não é mesmo?