Greta Thunberg embarca em navio para Gaza
Entre os passageiros está também o ator irlandês Liam Cunningham, conhecido por seu papel em Game of Thrones
A sueca Greta Thunberg (foto) embarcou neste domingo, 1º, em um navio com destino à Faixa de Gaza, ao lado de outros 11 ativistas. A viagem, que partiu do porto de Catânia, no sul da Itália, tem como objetivo alegado levar ajuda humanitária e chamar a atenção internacional para a crise em curso.
A travessia até Gaza deve levar cerca de sete dias, caso o navio não seja interceptado — destino semelhante ao de uma tentativa anterior, em maio, que fracassou.
Durante coletiva de imprensa antes da partida, Thunberg chorou ao defender a ação.
“Estamos fazendo isso porque, não importa quais sejam as probabilidades contra nós, temos que continuar tentando. O momento em que paramos de tentar é quando perdemos nossa humanidade”, disse.
Ela criticou o que chamou de silêncio global diante do conflito:
“Por mais perigosa que seja esta missão, ela nem se compara ao perigo do silêncio do mundo inteiro diante de um genocídio transmitido ao vivo.”
Entre os passageiros estão o ator irlandês Liam Cunningham, conhecido por seu papel em Game of Thrones, e a eurodeputada francesa Rima Hassan, de origem palestina.
Hassan teve a entrada em Israel negada no início do ano por sua postura crítica à ofensiva militar. Ela havia acusado o Estado israelense de ser “terrorista” e seus soldados de “executar friamente crianças palestinas”.
Uma tentativa anterior do grupo ativista Freedom Flotilla de chegar a Gaza foi frustrada no mês passado, quando uma embarcação teve sua bandeira revogada pela Guiné-Bissau e acabou sendo bloqueada na Turquia.
O ativismo anti- Israel de Greta
Greta Thunberg participou de diversos protestos contra Israel. Em 7 de outubro do ano passado, aniversário do massacre do Hamas em Israel, ela esteve numa manifestação pró-Palestina em Berlim. Durante o ato, participantes atiraram garrafas contra agentes da polícia e entoaram slogans anti-Israel.
Em vídeo, Thunberg repetiu a sua acusação de genocídio contra Israel e disse que o Estado alemão era cúmplice.
O comissário contra o antissemitismo do Governo Federal, Felix Klein, qualificou as declarações de Thunberg sobre o conflito no Oriente Médio de “anti-Israel e também anti-semitas devido à negação oculta do direito de existência de Israel”.
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