María Corina tenta voltar à Venezuela; EUA não apoiam
Departamento de Estado americano considera "contraproducente" posição de opositora venezuelana; Delcy também não facilita
A líder opositora venezuelana María Corina Machado afirmou estar disposta a agir por conta própria para conseguir retornar ao seu país, do qual está afastada desde o fim de 2025.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz disse estar atualmente no Panamá, impedida de embarcar rumo à Venezuela.
Opositora acusa governo de bloqueio
Segundo María Corina, o governo venezuelano teria fechado o espaço aéreo do país justamente para impedir sua volta. “Eles ameaçaram aqueles que querem facilitar meu retorno”, disse a dirigente na gravação, sem detalhar quem seriam os responsáveis pelas ameaças mencionadas.
Na mesma publicação, a opositora reforçou disposição para contornar os obstáculos relatados. “Neste momento, estou disposta a fazer o que for necessário, falar com quem for preciso”, declarou, referindo-se à possibilidade de voltar a pisar em seu país.
Retorno gera reação do governo americano
O pedido provocou resposta do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que evitou apoiar publicamente o movimento da opositora. Segundo um porta-voz do órgão, “acrescentar questões políticas sensíveis à situação neste momento é contraproducente” para os esforços de resposta à tragédia provocada pelos terremotos no país.
A saída de María Corina da Venezuela, no fim de 2025, ocorreu por meio de uma operação militar organizada pelos próprios Estados Unidos, que viabilizou sua viagem a Oslo para receber o Nobel. Na ocasião, ela presenteou o presidente americano, Donald Trump, com uma réplica emoldurada da premiação.
Veículos de imprensa americanos relataram ainda certo desconforto da Casa Branca diante da insistência da opositora em voltar ao país neste momento.
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