María Corina celebra alta abstenção em eleição na Venezuela
“Mais uma grande lição para o mundo”, diz líder da oposição venezuelana
A líder opositora María Corina Machado (foto) comemorou neste domingo, 25, o que chamou de “sabedoria” e “coragem” do povo venezuelano diante das eleições legislativas e regionais organizadas pelo regime de Nicolás Maduro. Em publicação nas redes sociais, Machado classificou o pleito, marcado por baixa participação popular, como “mais uma grande lição para o mundo”.
“A SABEDORIA e a CORAGEM do povo venezuelano são imensas e comoventes. Mais uma grande lição para o mundo. Para TODOS”, escreveu a líder opositora, que havia pedido anteriormente que a população boicotasse a votação.
Segundo o centro de pesquisas Meganalisis, apenas 3% do eleitorado compareceu às urnas nas primeiras horas do dia. A consultoria Delphos estimou que a participação final deve ficar em torno de 16% dos 21 milhões de eleitores aptos.
Imagens que circularam nas redes sociais neste domingo mostraram ruas vazias, seções eleitorais desertas e soldados sem eleitores para proteger.
“Neste domingo, voltem para casa. Não saiam, não os obedeçam. Esvazie as ruas, esvazie-as, deixe-os em paz. Que fique claro quem tem o poder: vocês”, havia dito María Corina dias antes da eleição.
Maduro volta a ameaçar Guiana
A votação deste domingo também envolveu, pela primeira vez, a eleição simbólica de um governador e oito deputados para representar a região do Essequibo, território de 160 mil km² reivindicado pela Venezuela e atualmente sob controle da Guiana.
A medida ocorre após a aprovação de uma lei que transforma a área em um dos 24 estados venezuelanos.
Do lado do governo, Maduro celebrou o pleito, ignorando a baixa participação.
“É o nascimento da nova soberania venezuelana”, disse. “A República Cooperativa da Guiana tem sido uma ocupante ilegal como herança do império britânico, que ocupou ilegalmente esse território.”
Após votar em Caracas, o ditador voltou a ameaçar o país vizinho:
“Irfaan Ali, presidente da Guiana, funcionário da ExxonMobil, mais cedo ou mais tarde, terá que se sentar comigo para conversar e aceitar a soberania venezuelana.”
A disputa pelo Essequibo se intensificou desde 2015, após a descoberta de grandes reservas de petróleo pela empresa americana ExxonMobil. A Guiana recorreu à Corte Internacional de Justiça para confirmar o laudo de 1899, que fixou as fronteiras atuais. Caracas rejeita esse laudo e defende que o Acordo de Genebra, assinado em 1966, prevalece.
O presidente guianense, Irfaan Ali, diz ver a eleição promovida por Caracas como uma “ameaça” e parte da “propaganda chavista”.
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
25.05.2025 19:04Amigao do Lula !! 🤮