Líder de grupo feminino é presa pelo regime cubano
Berta Soler, do Damas de Branco, foi liberada horas depois de ser presa em Havana
A líder do grupo de oposição Damas de Branco, Berta Soler, foi presa em Havana pelo regime cubano de Miguel Díaz-Canel no momento em que estava indo à missa dominical neste domingo, 2.
Berta, o marido Angel Moya e mais nove integrantes do grupo opositor foram presos em quatro províncias de Cuba.
“Denunciamos que Berta Soler, líder das Damas de Branco, e seu marido, o ex-preso político Ángel Moya, foram presos ontem e liberados há aproximadamente uma hora. Ontem foram relatadas prisões arbitrárias em diferentes áreas do país para impedir que as Damas de Branco participassem da missa dominical”, publicou o Observatório Cubano de Direitos Humanos no X.
Horas depois, a opositora.
O Damas de Branco é uma organização composta por mães e esposas de presos políticos pela ditadura cubana, que formou-se em 2003 em resposta à prisão de 75 pessoas durante a Primeira Negra, um dos períodos de forte repressão da ditadura.
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Prisão por postagens
No início deste ano, o regime cubano de Miguel Díaz-Canel condenou dois jovens ativistas a até cinco anos de prisão por publicações na rede social Facebook, segundo informou o Observatório Cubano dos Direitos Humanos (OCDH) nesta terça-feira, 14.
A Câmara de Crimes contra a Segurança do Estado determinou a condenação de Félix Daniel Ruiz, de 24 anos, e Christian de Jesus Peña Aguilera, de 22 anos, sob a acusação de que teriam propagandeado “contra a ordem constitucional”.
De acordo com a OCDH, Félix Ruiz teria criticado o regime chavista em um post e pediu para que o conteúdo fosse compartilhado.
“Expressou com palavras rudes que estava farto do governo cubano e tinha que se fazer ouvir perante o mundo”, afirmou a ONG.
Além disso, Ruiz instou o povo cubano a uma manifestação contra o regime político vigente no Parque Vicente García, em Las Tunas.
Já Peña Aguilera foi condenado a quatro anos de prisão por “ativar a opção de compartilhamento para participar da convocação à manifestação, tomando como sua e aumentar o número de seguidores“.
O Observatório Cubano condenou a prisão ilegal dos cubanos que “exercem seus direitos de expressão livremente em rede sociais”.
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