Leão XIV recebe arcebispo-mor de Kiev no Vaticano
Líder da Igreja Greco-Católica ucraniana agradeceu ao pontífice pelas palavras sobre o povo ucraniano
O papa Leão XIV recebeu o arcebispo-mor de Kiev, Sviatoslav Shevchuk na biblioteca do Palácio Apostólico nesta quinta-feira, 15.
O líder da Igreja Greco-Católica ucraniana agradeceu ao pontífice por suas palavras sobre o povo ucraniano no domingo, 11.
“[As palavras] são um verdadeiro bálsamo espiritual para a alma ferida do povo ucraniano”, diz trecho da nota do secretariado Greco-Católico.
No fim do encontro, Shevchuk entregou a Leão XIV uma obra de arte batizada de “Oração de Réquiem” – de autoria de um pai de um soldado morto na guerra – que retrata a dor do povo ucraniano.
Aceno aos ucranianos
Além das declarações sobre os ucranianos, Leão XIV conversou com telefone com o presidente do país, Volodymyr Zelensky, na segunda, 12.
Em publicação no X, Zelensky agradeceu ao pontífice sobre a recente declaração em favor do fim da guerra.
Além disso, o presidente ucraniano destacou o apoio do Vaticano para repatriar crianças ucranianas deportadas pela Rússia desde o início da invasão.
“Conversei com o Papa Leão XIV. Foi nossa primeira conversa, mas já muito calorosa e verdadeiramente substancial. Agradeci a Sua Santidade por seu apoio à Ucrânia e a todo o nosso povo.
Valorizamos profundamente suas palavras sobre a necessidade de alcançar uma paz justa e duradoura para o nosso país e a libertação dos prisioneiros. Também discutimos os milhares de crianças ucranianas deportadas pela Rússia. A Ucrânia conta com a assistência do Vaticano para trazê-las de volta para suas famílias”, escreveu.
Zelensky revelou ter convidado Leão XIV para uma visita à Ucrânia.
“Calem-se as armas”
Leão XIV colocou a Santa Sé à disposição para mediar as guerras e para que “os inimigos se encontrem e se olhem nos olhos”.
“Farei todo o possível para que essa paz se difunda. A Santa Sé está à disposição para que os inimigos se encontrem e se olhem nos olhos, para que os povos redescubram uma esperança e seja devolvida a dignidade que merecem, a dignidade da paz. A Igreja não se cansará de repetir: ‘calem-se as armas‘”, afirmou, durante uma audiência com cerca de 5 mil pessoas na Sala Paulo VI, nesta quarta, 14.
E continuou:
“Os povos querem a paz, e eu, com o coração na mão, digo aos líderes das nações: encontremo-nos, dialoguemos, negociemos! A guerra nunca é inevitável, as armas podem e devem silenciar, pois não resolvem os problemas, mas os aumentam; porque entrará para a história quem semeará paz, não quem que criará vítimas; porque os outros não são, antes de tudo, inimigos, mas seres humanos: não vilões a serem odiados, mas pessoas com quem falar”, disse Prevost.
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