Justiça cobra Trump por informações sobre imigrante deportado
“Faremos um registro de tudo o que o governo está fazendo e não fazendo", afirmou a juíza federal
A juíza federal Paula Xinis, de Maryland, ordenou nesta sexta, 11, o governo Trump a fornecer atualizações diárias sobre os esforços pelo retorno do imigrante salvadorenho Kilmar Abrego Garcia, supostamente deportado por engano para a megaprisão de El Salvador.
“Faremos um registro de tudo o que o governo está fazendo e não fazendo“, disse a magistrada.
Na véspera, a Suprema Corte proferiu obrigando o governo americano a facilitar a volta do imigrante.
O advogado do governo, Drew Ensign, afirmou que “os prazos do tribunal são impraticáveis”.
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Juíza federal
Na sexta, 4, a magistrada exigiu o retorno imediato do imigrante salvadorenho Kilmar Abrego Garcia aos Estados Unidos.
Segundo a esposa, Jennifer Vasquez Sura, o marido foi preso por engano pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês).
A defesa de Garcia garante que o cliente tem autorização legal para trabalhar nos Estados Unidos.
Ele foi acusado de integrar a gangue MS-13 e deportado para o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT) de El Salvador.
A Suprema Corte, porém, decidiu suspender os efeitos do entendimento da juíza na segunda, 7.
Lei Inimigos Estrangeiros
No último mês, os Estados Unidos realizaram o primeiro voo de deportação com 238 venezuelanos para El Salvador.
Eles são acusados de fazerem parte da gangue criminosa Tren de Aragua.
Neste domingo, 30, os americanos enviaram mais 17 alegados integrantes das gangues Tren de Aragua e MS-13.
Para enviá-los ao país da América Central, os Estados Unidos recorreram à Lei Inimigos Estrangeiros, de 1798.
Essa norma, usada por Trump, concede aos presidentes a autoridade para ordenar a detenção e deportação de cidadãos de países com os quais os Estados Unidos estão em guerra.
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