Jornalista cubano é solto e garante que continuará no país
Henry Constantin, preso por “desacato”, quer ficar em Cuba e continuar trabalho que incomoda o regime dos irmãos Castro
O jornalista Henry Constantin, diretor do independente La Hora de Cuba e vice-presidente regional da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), foi solto após detenção nas instalações da Segurança do Estado, localizadas no bairro de Garrido, em Camagüey. Apesar das ameaças recebidas durante e após o período de privação de liberdade, Constantin reafirmou sua intenção de permanecer em Cuba e continuar seu trabalho jornalístico.
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Detalhes da detenção e a causa (ou pretexto)
Constantin, que descreveu os dias em custódia como “árduos e desconfortáveis” em uma breve comunicação divulgada em seu perfil no Instagram, havia sido detido no dia 29 de junho. Sua prisão ocorreu enquanto ele acompanhava a colega de redação, Iris Mariño, a uma intimação policial em Camagüey. Agentes solicitaram sua identificação e, em seguida, o detiveram, transferindo-o para o Departamento de Operações da Segurança do Estado, também conhecido como Villa María Luisa.
De acordo com informações veiculadas por La Hora de Cuba, o motivo da prisão do jornalista seria uma acusação de “desacato”. A suposta infração estaria ligada a uma publicação feita por Constantin em 15 de maio, na página do veículo no Facebook, na qual ele denunciava um agente da Segurança do Estado.
A resolução de Constantin e a repercussão internacional
Mesmo diante de um futuro que reconhece como incerto (e perigoso), marcado por “ameaças que seguirão sobre mim”, Henry Constantin expressou sua decisão de não sucumbir a pressões externas nem deixar o país. “Penso seguir em Cuba, exercendo minha liberdade de expressão por uma Cuba melhor em que todos sejamos livres”, declarou o jornalista.
A detenção de Constantin provocou uma forte reação da comunidade internacional. A SIP, por exemplo, manifestou-se de forma contundente, exigindo sua “liberação imediata, garantias para sua integridade física e o cessar do assédio, da censura e da repressão”, não apenas contra ele, mas contra todos os que exercem o direito de informar e opinar livremente.
Conforme Carlos Lauría, diretor executivo da SIP, a organização defende esses direitos fundamentais. Martha Ramos, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, reforçou que “deter um jornalista pelo exercício de sua profissão atinge seus direitos fundamentais e atenta contra o direito de toda a sociedade a estar informada”.
Teorias sobre a motivação da detenção também incluem uma possível tentativa de impedir sua participação em um evento na Embaixada dos Estados Unidos em Havana, próximo ao Dia da Independência Americana, ou de barrar sua ida à capital para a comemoração do quarto aniversário dos protestos populares de 11 de julho de 2021.
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Comentários (1)
Marian
09.07.2025 19:35Eu creio que não deveria.