John Elkann presenteia Papa Leão XIV com volante de Leclerc
F1 e fé se cruzam: Elkann da Ferrari presenteia Leão XIV com volante usado de Leclerc.
Eventos que associam o mundo veloz da Fórmula 1 à espiritualidade católica têm ganhado popularidade, especialmente com gestos simbólicos realizados no Vaticano. Na última sexta-feira, John Elkann, presidente da Ferrari, causou impacto com um presente inusitado ao Papa Leão XIV: um volante autêntico utilizado por Charles Leclerc durante uma corrida oficial. Também parte do presente estava uma miniatura da Ferrari SF90 XX Stradale, lançada em 2023. Este ato, registrado em um vídeo do site Rome Reports, capta a expressão de surpresa do pontífice ao constatar que o volante era de fato uma peça genuína.
Leão XIV se mostrou genuinamente intrigado pelo presente e confirmou com Elkann sobre a autenticidade: “Então este é um volante de verdade de um carro de verdade?”. O presidente da Ferrari, sem hesitar, reafirmou que a peça realmente havia estado nas mãos de Leclerc. Apesar de parecer inusitado, essa não foi a primeira vez que o Vaticano se tornou palco para a união entre a modesta tradição religiosa e o glamouroso mundo automobilístico.
Quais são as raízes dessa conexão entre a Ferrari e o Vaticano?
O vínculo entre a Ferrari e o Vaticano remonta há anos e já protagonizou diversos momentos icônicos. Antes mesmo de Leão XIV, o Papa Francisco recebeu um presente similar de Elkann em 2021: um Fiat 500 azul-claro. Este presente destacou a ligação do executivo com a Stellantis, conglomerado que administra 14 marcas automotivas. Tradicionalmente, visitas de líderes da escuderia de Maranello ao Vaticano sempre trouxeram presentes significativos para os pontífices.
🙏 EM BUSCA DO MILAGRE 🙏
— Blog Fórmula 1 (@blog_formula1) September 26, 2025
O presidente da Ferrari, John Elkann, visitou o Papa Leão XIV no Vaticano e levou um volante usado por Charles Leclerc, além de uma miniatura da Scuderia.
Agora que já tem a benção do Papa, será que o milagre vem aí?
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Em 2005, por exemplo, o então presidente da Ferrari, Luca Di Montezemolo, presenteou o Papa Bento XVI com um volante que havia sido utilizado pelo lendário piloto Michael Schumacher durante a temporada de 2003. Esse tipo de presente carrega consigo a combinação do valor simbólico e colecionável, conexões que vão além do esporte.
Por que a Ferrari escolheu o Vaticano como palco para esses presentes?
A relação estabelecida entre a Ferrari e o Vaticano demonstra não apenas um gesto de respeito, mas também sugere uma sinergia entre dois mundos aparentemente distantes: o dos esportes radicais e o da introspecção espiritual. Em certos casos, esses gestos acabam beneficiando causas humanitárias. A título de exemplo, João Paulo II recebeu uma edição limitada da Ferrari Enzo pouco antes de seu falecimento. Em vez de mantê-lo, ele optou por leiloar o veículo, destinando a arrecadação às vítimas do tsunami que assolou o Sudeste Asiático em 2004.
A tradição continuará no futuro?
A tradição de presentear papas com lembranças ligadas à Ferrari tende a continuar, fortalecendo a curiosa relação entre a lendária escuderia italiana e o centro da Igreja Católica. Estes gestos não só realçam a boa vontade entre as duas instituições, mas também refletem a capacidade do automobilismo de transcender sua esfera e tocar diferentes aspectos da vida cultural e social. Assim, ao mesmo tempo em que estes presentes são símbolos de um prestígio e uma história compartilhada, eles também oferecem oportunidades para alavancar ações altruístas e conexões culturais.
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