Já são 111 mortes confirmadas por terremoto na Colômbia
Presidente Abelardo de la Espriella decreta desastre nacional e viaja a Chocó após tremor destruir milhares de casas
O número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,4 que sacudiu o oeste da Colômbia nesta segunda-feira chegou a 111, segundo o presidente Abelardo de la Espriella. Outras dezenas de pessoas ficaram feridas, e mais de 1,5 mil residências foram danificadas pelo abalo, com epicentro em Chocó.
O balanço, ainda parcial enquanto equipes de resgate avançam pelas áreas atingidas, foi anunciado pelo governo em Bogotá, que decretou estado de desastre nacional horas depois da tragédia — o primeiro grande desafio do mandato.
Governo promete resposta rápida
Segundo de la Espriella, mais de 1,5 mil residências sofreram algum tipo de dano e 61 edifícios desabaram por completo. O chefe de Estado afirmou que se deslocará ainda nesta segunda-feira a Chocó, departamento onde ficou localizado o epicentro do abalo, acompanhado de integrantes de seu gabinete ministerial.
Em coletiva de imprensa, o presidente buscou transmitir segurança à população atingida: “Este é um governo que responde, que está comprometido com a população, que jamais deixará seus cidadãos desamparados”.
Ele acrescentou que a decretação do desastre nacional lhe concede autoridade para liberar recursos emergenciais destinados às vítimas.
De la Espriella defendeu ainda a união do país diante da tragédia, independentemente de posições ideológicas: “Hoje, todos os colombianos, independentemente de diferenças ideológicas, devem se unir em torno de uma única causa: as vítimas deste desastre natural”.
Oposição suspende embates políticos
As disputas partidárias que marcam o cenário colombiano ficaram, por ora, em segundo plano. O Pacto Histórico, legenda ligada ao ex-presidente Gustavo Petro, organizou uma campanha de arrecadação solidária, com pontos de doação e repasse de parte dos salários de parlamentares à Cruz Vermelha.
Em comunicado, o grupo declarou apoio às autoridades e pediu união: “Não é momento de mesquinharias, cálculos ou confrontos. É momento de união, solidariedade e fortaleza. A Colômbia precisa que estejamos unidos. Em primeiro lugar, a vida”.
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