Izabela Patriota na Crusoé: Quando a Casa Branca vira camarote
Valor da Casa Branca não está nos tijolos nem nos jardins, mas na legitimidade e no prestígio acumulados ao longo de mais de dois séculos
Os Estados Unidos celebram, em julho, os 250 anos de sua independência. Um dos maiores símbolos da história americana, a Casa Branca já foi incendiada, reconstruída e transformada em palco para as mais diversas manifestações culturais.
Ao longo de mais de dois séculos, recebeu artistas, músicos, atletas e equipes campeãs de todos os tipos. Dentro dessa tradição, Donald Trump decidiu incluir um evento do UFC nas comemorações do semiquincentenário americano.
Até aí, nenhum problema. O UFC faz parte da cultura americana contemporânea tanto quanto o beisebol, o futebol americano ou o hóquei.
O problema começa quando a celebração dos 250 anos da independência americana passa a se confundir com a celebração do aniversário do presidente. O evento foi realizado justamente na noite em que Donald Trump completou 80 anos.
Símbolos nacionais
Talvez essa visão venha muito das lentes da Constituição de 1988. Ainda assim, a impessoalidade não parece uma excentricidade brasileira. A ideia de que símbolos nacionais pertencem à República, e não ao governante da vez, não é uma jabuticaba.
Mas esse talvez não seja nem sequer o principal princípio afrontado. O evento foi muito mais que uma simples celebração esportiva.
A proposta envolveu transmissão comercial, patrocinadores, apostas esportivas, camarotes, executivos, celebridades e toda a engrenagem econômica que transformou o UFC em uma potência global.
Este é, portanto, o centro da discussão.
A Casa Branca é um dos símbolos políticos mais valiosos do planeta. Seu valor…
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