Israel prepara plano de apoio para palestinos que queiram sair de Gaza
O ministro israelense afirmou ter instruído as Forças Armadas do país a elaborar um plano que permita aos moradores da Gaza se deslocarem para qualquer lugar do mundo que esteja disposto a recebê-los
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou a preparação para a possibilidade de realocação dos habitantes da Faixa de Gaza que desejarem deixar a região.
O ministro israelense afirmou ter instruído as Forças Armadas do país a elaborar um plano que permita aos moradores da Gaza se deslocarem para qualquer lugar do mundo que esteja disposto a recebê-los.
Esse plano incluiria opções de saída por vias terrestres, marítimas e aéreas. Atualmente, os aproximadamente 2,4 milhões de palestinos que habitam Gaza enfrentam severas restrições à mobilidade, agravadas pelo bloqueio israelense e pela devastação provocada pelo recente conflito com o Hamas, que teve início após um ataque do grupo no dia 7 de outubro de 2023.
Proposta de Trump
A proposta surgiu em meio à ideia controversa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugere uma intervenção americana no território palestino, acompanhada do deslocamento de sua população.
A declaração de Katz foi feita em um contexto de forte reação global. A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou preocupações sobre potenciais atos de “limpeza étnica” e advertiu contra qualquer forma de deslocamento forçado.
Foi durante uma reunião em Washington com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu que o presidente americano sugeriu que a população da Gaza poderia ser transferida para países vizinhos como Egito e Jordânia. Ambas as nações rapidamente rejeitaram essa possibilidade.
O presidente palestino Mahmoud Abbas também manifestou sua oposição à ideia, reforçando a necessidade de evitar qualquer forma de limpeza étnica.
O Irã igualmente condenou as sugestões relacionadas ao deslocamento forçado dos habitantes da Gaza como “escandalosas”.
Gaza entregue aos Estados Unidos
Após essa reunião, a administração americana tentou suavizar as declarações, com o Secretário de Estado Marco Rubio afirmando que qualquer transferência seria temporária.
Entretanto, Trump reafirmou em suas redes sociais que Gaza seria “entregue aos Estados Unidos por Israel ao final dos combates”, enfatizando que não seriam necessários soldados americanos para essa realocação.
Os especialistas observam que as propostas feitas por Donald Trump podem complicar ainda mais as tentativas de normalização das relações entre Israel e a Arábia Saudita, um processo apoiado pelo próprio presidente americano.
Leia também: Hamas pede “cúpula árabe” urgente contra controle de Gaza pelos EUA
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Comentários (1)
Marcelo Augusto Monteiro Ferraz
06.02.2025 14:42O topetudo sem noção e analfabeto funcional não sossega com suas falas cretinas!