Hamas pede “cúpula árabe” urgente contra controle de Gaza pelos EUA
"Pedimos uma cúpula árabe urgente para confrontar o plano de retirar os palestinos de Gaza”, disse Hazem Qassem em um comunicado, pedindo aos "países árabes que resistam à pressão de Trump e permaneçam firmes"
O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse na quinta-feira, 6 de fevereiro, que seu movimento estava pedindo uma “cúpula árabe” urgente em resposta à proposta do presidente Donald Trump de uma intervenção dos EUA no território palestino e deslocamento de sua população.
“Pedimos uma cúpula árabe urgente para confrontar o plano de retirar os palestinos de Gaza”, disse Hazem Qassem em um comunicado, pedindo aos “países árabes que resistam à pressão de Trump e permaneçam firmes”, ao mesmo tempo em que pede às “organizações internacionais que tomem medidas enérgicas contra o plano de Trump”.
Para Hazem Qassem, as declarações de Donald Trump equivalem a “uma declaração de intenção de ocupar” território palestino.
“Não precisamos de nenhum país para administrar Gaza e nos recusamos a substituir uma ocupação por outra”, acrescentou ele em um comunicado, reafirmando que “Gaza pertence ao seu povo, e eles não irão embora”.
Egito se pronuncia
O Ministério das Relações Exteriores egípcio disse na quinta-feira, 6, que o apoio do governo israelense ao plano do presidente dos EUA, Donald Trump, de deslocar os palestinos de Gaza “enfraquece e destrói as negociações sobre um acordo de cessar-fogo e incita a retomada dos combates”.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, pediu anteriormente aos militares que desenvolvessem um plano para os palestinos deixarem Gaza, um dia após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter chamado a proposta de “notável”.
“Felizes, seguros e livres”
O presidente Donald Trump havia declarado na terça, 4 de fevereiro, durante uma coletiva com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que havia feito uma proposta para que os Estados Unidos assumissem o controle da Faixa de Gaza, promovendo a reconstrução do território e o reassentamento de cerca de 1,7 milhão de palestinos.
Na quinta-feira, 6 de fevereiro, Trump voltou ao assunto e acrescentou em uma publicação que “os palestinos serão reassentados em comunidades muito mais seguras e bonitas, com casas novas e modernas, na região. “Eles teriam então a chance de ser felizes, seguros e livres.”
“Os Estados Unidos, trabalhando com excelentes equipes de desenvolvimento ao redor do mundo, começariam lenta e cuidadosamente a construção do que se tornaria um dos maiores e mais espetaculares empreendimentos desse tipo na Terra. Os Estados Unidos não precisariam de soldados! A estabilidade reinaria na região!!!”, concluiu.
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Comentários (1)
LuÃs Silviano Marka
06.02.2025 15:03Assim que souberem onde essa cúpula está reunida, é uma excelente oportunidade pra eliminar vários terroristas com um único míssil.