Israel declara Irã como principal frente de guerra
Ofensiva contra instalações nucleares e alvos militares no Irã teve início na noite de quinta-feira
As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram neste sábado, 14, que o Irã passou a ser seu principal campo de combate, enquanto a frente de Gaza passou a ser secundária, “na esperança de trazer os reféns de volta o mais rápido possível”.
A ofensiva de Israel iniciada na noite de quinta-feira, 12, atingiu a instalação nuclear de Isfahan, no dentro do Irã, e destruiu a infraestrutura de conversão de urânio e laboratórios.
Em resposta, o Irã lançou cerca de 200 mísseis balísticos contra cidades israelenses ao longo da sexta-feira, 13, incluindo Tel Aviv, Ramat Gan e Rishon Lezion. A maioria foi interceptada pelas defesas aéreas, mas algumas unidades conseguiram atingir áreas residenciais, causando mortos e feridos.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, alertou o líder iraniano Ali Khamenei para as consequências de manter os ataques de missões balísticos contra a população civil.
“Se Khamenei continuar a disparar mísseis contra a retaguarda israelense, Teerã irá queimar”, disse Katz.
Os bombardeios israelenses foram motivados, segundo Tel Aviv, por evidências de que o Irã tenta enriquecer urânio em nível militar. Militares afirmaram que a atividade em Isfahan “não deixa dúvidas de que o Irã estava trabalhando para produzir armas de destruição em massa”.
Apesar da intensidade dos ataques, as FDI informaram que todas as bases israelenses, incluindo as aéreas, continuam operando normalmente.
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que o país “está se defendendo de um inimigo que se prepara para a guerra” e classificou os ataques como “um ato de preservação nacional”.
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