Israel bombardeia Beirute e ordena retirada em massa no Líbano
Ofensiva força deslocamento de mais de 500 mil pessoas; ataques miram posições e infraestrutura do Hezbollah
O Exército israelense deflagrou nesta quinta-feira, 5, uma série de ataques aéreos contra Dahieh, subúrbio ao sul de Beirute, e ordenou a evacuação de toda a região antes do início dos bombardeios. A área concentra mais de 500 mil habitantes e abriga, segundo Israel, infraestrutura militar do grupo terrorista Hezbollah. A operação provocou fuga em massa, congestionamentos e pânico nas vias da capital libanesa.
Em comunicado oficial, as Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que os ataques tinham como alvo “infraestrutura do Hezbollah na área de Dahieh, em Beirute”. Porta-vozes militares instruíram os moradores a deixar suas residências para “salvar suas vidas” antes das ofensivas aéreas. A ordem foi descrita como inédita pela abrangência geográfica.
Contexto da ofensiva
Os bombardeios em Dahieh se intensificaram desde segunda-feira, em resposta ao lançamento de foguetes pelo Hezbollah em direção ao norte de Israel no início da semana. O Ministério da Saúde do Líbano registrou ao menos 123 mortos e 683 feridos no país desde o início dos ataques israelenses.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, publicou um vídeo nas redes sociais com ameaças à região. “Dahieh vai parecer com Khan Younis. Vocês quiseram nos dar o inferno, mas trouxeram o inferno sobre si mesmos”, afirmou, referindo-se à cidade do sul de Gaza devastada em operações militares anteriores.
Um dia antes da ofensiva a Dahieh, o Exército israelense já havia determinado a saída de todos os moradores ao sul do rio Litani – área correspondente a cerca de 10% do território libanês. A medida alimentou especulações sobre uma possível invasão terrestre israelense no Líbano.
Escalada regional
O conflito ganhou dimensão regional após o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em ataque aéreo no início do conflito. Em resposta, Teerã intensificou o lançamento de mísseis contra alvos em Israel e bases norte-americanas no Oriente Médio, elevando o risco de uma escalada que já atinge vários países da região.
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