Israel adia libertação de prisioneiros e exige fim de cerimônias macabras
Exibição pública de reféns com propaganda do Hamas influenciou na decisão de interromper a libertação de prisioneiros palestinos
O governo de Israel anunciou neste domingo, 23, o adiamento da libertação de centenas de prisioneiros palestinos, que estava prevista para o dia anterior. O adiamento ocorre até que o grupo terrorista Hamas garanta o fim das chamadas “cerimônias humilhantes” realizadas durante a entrega dos reféns israelenses.
Segundo o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, essas cerimônias, que incluem a exibição pública de reféns com propaganda do grupo terrorista, são consideradas degradantes e influenciaram na decisão de interromper a libertação de prisioneiros.
A medida de Israel afetou diretamente mais de 600 palestinos que já estavam a caminho de deixar a prisão de Ofer, na maior libertação de prisioneiros da primeira fase do cessar-fogo.
Eles foram obrigados a desembarcar e retornar às suas celas. De acordo com Hezi Markowitz, ex-comandante do Serviço Prisional, os prisioneiros ficaram aguardando por horas dentro dos ônibus, antes de serem devolvidos às prisões.
O adiamento ocorreu após a liberação de seis reféns israelenses no início do sábado, em troca da libertação de prisioneiros palestinos.
O tratamento da entrega de corpos de reféns e a exibição de cerimônias públicas geraram grande indignação em Israel e no mundo.
A primeira fase do cessar-fogo, que começou em 19 de novembro e se estende até 1º de março, prevê três fases, mas com o atraso na libertação de prisioneiros e tensões sobre as cerimônias, o futuro da trégua agora está mais incerto.
A ONU e a Cruz Vermelha já haviam criticado as cerimônias de libertação, que incluem apresentações públicas de reféns, o que gera mais controvérsias sobre a dignidade dos envolvidos.
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