Hamas impõe humilhação à Cruz Vermelha em entrega de corpos de reféns
Grupo terrorista exibe caixões em evento propagandístico e obriga organização humanitária a participar da encenação
O Hamas transformou a devolução dos corpos de quatro reféns israelenses em um espetáculo público de humilhação e propaganda.
A Cruz Vermelha, responsável pela transferência dos corpos, foi forçada a participar de uma cerimônia organizada pelo grupo terrorista em Khan Yunis, na Faixa de Gaza, onde caixões foram expostos em um palco decorado com imagens do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, retratado como Drácula, além de mensagens acusando Israel pelas mortes.
A organização humanitária havia solicitado que a entrega ocorresse de maneira privada e digna, mas o Hamas impôs a exibição pública dos corpos, cercada por apoiadores do grupo.
Diante da ameaça de que os cadáveres não seriam entregues caso se recusassem a participar, representantes da Cruz Vermelha foram constrangidos a assinar documentos do Hamas no palco, sob os olhares de câmeras e multidões que celebravam a ocasião.
Os corpos de Shiri Bibas, de seus filhos Ariel e Kfir Bibas – incluindo o bebê de apenas um ano – e de Oded Lifschitz estavam em poder do Hamas desde o massacre de 7 de outubro de 2023.
Após a cerimônia, foram transferidos para veículos da Cruz Vermelha e entregues às Forças de Defesa de Israel e ao serviço de inteligência Shin Bet, que os levaram ao Instituto de Medicina Legal L. Greenberg, em Abu Kabir, para identificação formal.
O governo israelense condenou a encenação do Hamas e destacou a crueldade do grupo ao prolongar o sofrimento das famílias, utilizando os corpos como instrumentos políticos.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, manifestou pesar e pediu desculpas às famílias das vítimas, reconhecendo que o Estado falhou em resgatá-los com vida.
O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, classificou a exibição pública dos corpos como “abominável” e uma violação do direito internacional, que exige respeito e dignidade no tratamento de mortos e desaparecidos em conflitos armados.
A devolução dos corpos encerra meses de angústia para as famílias, mas expõe, mais uma vez, a estratégia do Hamas de instrumentalizar vítimas e reféns como moeda de troca e ferramenta de propaganda.
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
20.02.2025 11:02É muito difícil achar palavras para expressar meu asco por toda essa crueldade e falta de empatia de seres abjetos e fanáticos. Para estes seres, a crueldade não tem limite e é motivo de orgulho, honra e regozijo quando praticada por eles. Que Deus tenha misericórdia deste mundo insano em que vivemos. Desejo força e sanidade mental para famílias que passam por este martírio, em qualquer parte de nosso planeta.