Irmã de Kim Jong-un descarta “interesse” em decisão militar de Trump
Kim Yo-jong afirmou que redução das manobras militares não reduz "política hostil" dos EUA à Coreia do Norte
Kim Yo Jong, irmã do ditador norte-coreano, Kim Jong-un (foto), afirmou nesta quarta-feira, 19, que o seu país “não tem qualquer interesse” na decisão dos Estados Unidos de reduzir os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.
A irmã mais nova do ditador também confirmou que a relação entre o presidente americano, Donald Trump, e Kim Jong-un “é realmente excelente”. Segundo ela, a decisão do republicano não altera a política “hostil” dos Estados Unidos.
Nesta quarta, 19, Trump afirmou que a Coreia do Norte tem 57 armas nucleares “muito poderosas”.
“Ele possui 57 armas nucleares muito poderosas. Nunca deveriam ter permitido isso. Se eu fosse presidente, não teria permitido. Mas ele as tem”, disse o presidente americano.
Trump também confirmou que irá se reunir com ele até o final do ano.“Conheço muito bem Kim Jong-un, e ele ficará bem, desde que tenhamos um presidente inteligente”.
“O fato de eu me dar bem com ele é algo bom, não ruim”, continuou.
Durante seu primeiro mandato, Trump se reuniu em três ocasiões com o ditador da Coreia do Norte.
Coreia do Sul
Trump disse, no domingo, 16, ter ordenado o ajuste, citando sua “excelente relação” com Kim Jong-un.
“Com base na minha excelente relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o fato de os Estados Unidos terem concordado, há muito tempo, em participar de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. Esses exercícios não são apenas dispendiosos, com grande parte desses custos pagos pelos Estados Unidos da América (como de costume!), mas enviam um sinal totalmente inadequado e hostil a um país que, enquanto Donald J. Trump foi presidente, tem sido inofensivo e respeitoso”, escreveu Trump na rede Truth Social.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul informou que o exercício foi ajustado para ocorrer entre 17 e 21 de agosto.
Originalmente, ele estava planejado para seguir até 27 de agosto.
Sem prejuízos
Segundo o Pentágono, não haverá prejuízo aos objetivos do treinamento.
“Com base nas diretrizes do Presidente e do Secretário de Defesa, o Departamento reduziu substancialmente o exercício ‘Ulchi Freedom Shield’, mantendo, porém, o treinamento que aprimora a capacidade tática”, afirmou o órgão.
“Esses ajustes preservam a prontidão essencial e os objetivos de treinamento. Não haverá prejuízo aos objetivos de treinamento dos EUA”, acrescentou.
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