Invasão de Taiwan até 2027?
Possível guerra de duas frentes preocupa o Ocidente
A possibilidade de que Moscou venha a apoiar Pequim em um eventual ataque a Taiwan, enquanto simultaneamente ataca a Otan, tem gerado preocupações significativas no cenário geopolítico atual.
Recentemente, um navio de guerra chinês apontou um laser para um avião de combate alemão no Mar Vermelho, provocando preocupações em Berlim, enquanto Pequim negou as alegações.
Adicionalmente, um cabo submarino na região do Báltico foi cortado, levando autoridades a suspeitarem de sabotagem.
O navio “Yi Peng 3” é suspeito de ter arrastado sua âncora pelo fundo do mar. Embora não haja provas concretas, existem evidências suficientes que levantam sérias preocupações.
No início de julho, o ministro das Relações Exteriores da China comunicou à representante da política externa da UE, Kaja Kallas, que Pequim tem interesse em que a Rússia vença a guerra na Ucrânia.
Em resposta, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, alertou para a possibilidade de uma ofensiva conjunta entre Rússia e China contra o Ocidente. Assim, se Pequim decidir invadir Taiwan, seria esperado que o Kremlin iniciasse ações para desviar forças da Otan em direção à Europa Oriental.
A crescente aliança entre Moscou e Pequim desde o início do conflito na Ucrânia tem promovido uma parceria entre duas potências autocráticas com ambições imperialistas.
A rejeição dos valores democráticos ocidentais serve como um laço unificador entre esses países.
O Kremlin conseguiu internacionalizar seu projeto de guerra contra o Ocidente: Coreia do Norte oferece tropas, Irã fornece drones e China disponibiliza tecnologia e dados de satélite.
Cerco ou invasão direta?
As autoridades americanas acreditam que até 2027 as forças armadas chinesas estarão prontas para entrar em ação ofensiva.
Independentemente das intenções reais de Pequim, os EUA planejam concentrar suas principais tropas na região pacífica até aquele ano. O secretário da Defesa Pete Hegseth reafirmou essa direção estratégica em maio passado.
Especialistas em segurança no Indo-Pacífico consideram improvável uma invasão direta a Taiwan nos próximos anos; ao invés disso, Pequim pode optar por cercar e pressionar a ilha.
Contudo, Pequim frequentemente divulga vídeos demonstrando exercícios anfíbios e novos sistemas de desembarque nas redes sociais. Uma ação militar surpresa não pode ser descartada completamente — especialmente em coordenação com Moscou.
Escalada dos conflitos
A aproximação entre Moscou e Pequim traz consigo um imenso potencial para escaladas indesejadas.
No caso de um ataque militar a Taiwan, é benéfico para Pequim que a Rússia provoque uma escalada no conflito europeu ao mesmo tempo.
Essa foi a possibilidade recentemente discutida pelo secretário-geral da Otan em entrevista ao “New York Times”.
A ameaça russa
Agências ocidentais estão alarmadas com as possibilidades cada vez maiores de que o Kremlin lance operações nos próximos anos para testar coesão dentro da Otan; isso parece ser um passo lógico dado o aumento das tensões entre Rússia e Ocidente.
Sabotagens em cabos submarinos e provocações militares demonstram que o Kremlin está cada vez mais agressivo contra a Europa.
Leia também: EUA pressionam aliados sobre possível guerra contra China
Senador americano manda recado ao Brasil contra ‘ajuda a Putin’
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
15.07.2025 15:02Putin não deverá resistir até 2027, acaba antes disso.