Senador americano manda recado ao Brasil contra ‘ajuda a Putin’
Aliado de Trump, Lindsey Graham disse que o país deve ficar atento ao pronunciamento que o presidente dos EUA, Donald Trump, fará em relação à Rússia
O senador americano Lindsey Graham (foto) enviou no domingo, 13, um recado a Brasil, China e Índia contra a ajuda dos três países à Rússia.
“China, Índia e Brasil, vocês vão se machucar muito se continuarem ajudando Putin”, afirmou o senador republicano, aliado de Donald Trump, em entrevista à CBS.
Aliado de Donald Trump no Senado americano, ele disse que os três países devem ficar atentos ao pronunciamento que o presidente dos EUA fará em relação ao país do ditador Vladimir Putin.
Segundo Graham, a única forma de acabar com a invasão russa à Ucrânia é fazer “quem apoia Putin escolher a economia americana”.
“Os grandes infratores aqui são China, Índia e Brasil”, afirmou.
Graham disse que a Índia, por exemplo, compra petróleo barato da Rússia e o revende.
“Isso é desprezível”, acrescentou.
Há a um esforço bipartidário no Congresso americano para impor novas sanções econômicas à Rússia e pressionar o Kremlin a acabar com a guerra.
“Vamos perseguir as pessoas que mantêm Putin nos negócios e impor sanções adicionais à própria Rússia”, disse Graham.
“Esta é realmente uma marreta à disposição do presidente Trump para pôr fim a esta guerra”, acrescentou.
“Durante meses, o presidente Trump tentou atrair Putin para a mesa de negociações de paz. Ele impôs tarifas contra países que permitem a entrada de fentanil em nosso país, além de outros comportamentos inadequados — ele deixou a porta aberta em relação à Rússia. Essa porta está prestes a se fechar”, continuou Graham
Trump se encontrará nesta segunda-feira, 14, com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
O presidente americano avisou que fará um “anúncio de grande magnitude” sobre a Rússia.
A decepção de Trump com Putin
Em meio à escalada dos ataques russos à Ucrânia, Trump afirmou ter ficado “muito decepcionado” com Putin.
“Não fiz nenhum progresso com ele [Vladimir Putin]”, disse Trump a repórteres em 4 de julho.
Segundo o presidente americano, o ditador russo deseja “continuar matando pessoas”.
‘Tarifaço’ de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 9 de julho tarifas extras de 50% sobre todos os produtos do Brasil.
Em carta enviada a Lula, o republicano disse que a medida se deve em parte “aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos“.
Na sexta, 11, Trump afirmou que não conversará com Lula neste momento.
“Talvez em algum momento eu converse, mas não agora“, disse Trump, ao ser questionado pela correspondente da TV Globo em Washington se conversaria com Lula sobre as tarifas.
Leia também: Na mira de Trump
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Comentários (3)
Angelo Sanchez
14.07.2025 17:07O nosso presidente "descondenado" eleito, tem uma grande chance de ficar calado e deixar a diplomacia resolver muitos assuntos. Nesta hora o pragmatismo e o silêncio falam mais alto.
Luis Eduardo Rezende Caracik
14.07.2025 10:00É forçoso reconhecer que os Estados Unidos, ao perceberem que sua influência diminui a cada dia, e que nem o Canadá, a Austrália e os Europeus estão se dobrando e nem vão se dobrar, precisa arrumar novos inimigos, e no momento o Brasil parece ser a bola da vez. Quantas vezes os Estados Unidos iniciou guerras sem motivos reais ou verdadeiros. Espero que não estejam pensando em fazer aqui o que fizeram no Vietnam, no Iraque e em outros lugares, mas que são idiotas, irresponsáveis e arrogantes ao extremo, não parece haver mais dúvidas.
Ernesto Herbert Levy
14.07.2025 09:52Tadinho! Ficou decepcionado com Putin! E ainda humilhou Zelensky na casa branca porque ele o alertou que Putin não cumpre "promessas". E um outro presidente disse que resolveria o problema tomando cerveja. Com lideranças com essa distonia cognitiva estamos fritos!