Incêndios atingem três países do sul da Europa
Espanha, França e Itália enfrentam incêndios simultâneos em meio a onda de calor com máximas de 40°C
Incêndios florestais forçaram o deslocamento de dezenas de milhares de moradores na Espanha, na França e na Itália na quinta-feira, 23, e nesta sexta-feira, 24, enquanto o sul da Europa se prepara para novo pico de temperatura.
Madri decretou emergência nacional, Paris pediu reforço da União Europeia e a Sicília mobilizou milhares de agentes de combate ao fogo. Segundo a DW, o ano de 2026 já acumula área queimada acima da média das últimas duas décadas no continente.
Espanha aciona Forças Armadas
Na região de Madri e na província de Ávila, o governo espanhol decretou estado de emergência nacional, medida que agiliza o envio de recursos e transfere o comando das operações para a unidade militar de emergências. Cerca de 10 mil pessoas deixaram residências nos arredores da capital.
O premiê Pedro Sánchez informou, em publicação na rede social X, que “o governo mobilizou todos os recursos disponíveis para conter os terríveis incêndios que atualmente afetam diversas regiões: Ávila, León, Toledo, Madri e outras partes da Espanha”.
Durante visita a uma zona atingida em Guadalajara, onde mais de 30 povoados foram esvaziados, Sánchez declarou: “Ano após ano, vemos claramente como as mudanças climáticas matam e destroem a riqueza de nossas comunidades. Isso não é política. É ciência, são fatos”.
França pede apoio internacional
Próximo a Bordeaux, mais de 100 mil pessoas foram retiradas de casa depois que as chamas destruíram 12.500 hectares, extensão próxima à área de Paris. O presidente Emmanuel Macron recorreu ao mecanismo europeu de proteção civil e anunciou reforço aéreo de países vizinhos.
Em mensagem publicada na madrugada de sexta-feira, Macron afirmou: “Em breve, contaremos com o apoio de duas aeronaves Canadair da Croácia, dois Air Tractors de Portugal e dois helicópteros Black Hawk de grande capacidade de carga, da República Tcheca e da Eslováquia”.
As autoridades francesas contabilizaram cerca de 12 mil hectares atingidos no total.
Itália mobiliza milhares de bombeiros
Na Sicília, aproximadamente 6 mil bombeiros, guardas-florestais e agentes de defesa civil combatem focos que persistem há vários dias. O governante regional Renato Schifani relatou cerca de 50 incêndios ainda ativos, mesmo com uso de aeronaves.
Na Calábria, mais de 160 ocorrências foram registradas, classificadas por autoridades locais como de origem criminosa, supostamente provocadas por materiais inflamáveis amarrados a animais soltos nas ruas.
O calor prolongado também reduziu o nível de rios europeus: o Danúbio, na Romênia, chegou ao menor patamar desde 1996, e o Reno, na Alemanha, voltou a cair, encarecendo o transporte fluvial de cargas.
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Comentários (1)
Pedro Boer
24.07.2026 17:55Aqui diziam que a culpa era do Jair Messias Bolsonaro. Alguém notou que não existem mais incêndios nos cerrados, no Pantanal e na Amazônia? Será que no tempo do governo Bolsonaro os incêndios não tinham o objetivo de enfraquecer aquele governo?