Homem corta árvores em uma área protegida e acaba condenado a pagar €46.000 por destruir o habitat de um anfíbio protegido
Relatórios ambientais indicavam que o terreno era utilizado pelo tritão-de-crista, inclusive nas proximidades de dois dos 11 lagos existentes.
Um empresário britânico foi condenado após corta árvores ilegalmente em uma área protegida de Horsham, no sudeste da Inglaterra, causando graves danos ao habitat do tritão-de-crista, anfíbio protegido.
A decisão resultou em uma multa de 40 mil libras, além de custos judiciais, levando a penalidade total para cerca de 43 mil libras, ou mais de 46 mil euros.
Quanto o empresário terá de pagar por cortar árvores ilegalmente?
Paul Welch, de 40 anos, proprietário da Oakmount Parks Ltd., recebeu a principal multa após admitir os crimes perante o Tribunal de Magistrados de Worthing. A intervenção ocorreu em uma área de aproximadamente 11 acres.
Além dos 40 mil libras da multa, Welch terá de pagar cerca de 3 mil libras em custos e encargos. O caso ganhou repercussão pelo impacto provocado sobre uma espécie protegida.
O que aconteceu com o habitat do tritão-de-crista?
A derrubada foi descoberta em março de 2022, quando agentes encontraram uma grande área de árvores já cortadas.
Relatórios ambientais indicavam que o terreno era utilizado pelo tritão-de-crista, inclusive nas proximidades de dois dos 11 lagos existentes.
A vegetação fornecia condições importantes para reprodução, descanso e abrigo. Um ecólogo avaliou que animais podem ter morrido durante os trabalhos e que os habitats naturais foram quase completamente destruídos.
Godzilla, é você? Durante o período reprodutivo, os machos de tritão-de-crista (Triturus cristatus) desenvolvem cristas que vão da cabeça ao rabo, parecendo um moicano. Essa espécie pode ser encontrada na Europa. pic.twitter.com/vzqWOt2YC0
— El Sapón (@ElGrandSapon) March 9, 2021
Por que a justificativa da tempestade não convenceu?
Welch afirmou que a tempestade Eunice havia tornado as árvores perigosas e que isso justificaria a remoção. No entanto, técnicos de arboricultura concluíram que muitas das árvores derrubadas estavam verdes, saudáveis e sem danos significativos.
A situação se agravou porque os trabalhadores receberam uma ordem para interromper o serviço, mas a limpeza continuou. Segundo os envolvidos, eles acreditavam que os documentos ambientais não indicavam a presença dos anfíbios protegidos.

Quais irregularidades levaram à condenação?
O empresário não tinha as autorizações necessárias para a intervenção e admitiu que conhecia a existência dos animais protegidos, embora tenha afirmado não ter lido integralmente os relatórios ambientais solicitados para um projeto de cabanas.
Entre os principais problemas apontados no processo estão:
Por que a multa por cortar árvores ilegalmente serve de alerta para outros proprietários?
A condenação mostra como intervenções aparentemente simples em áreas rurais podem gerar consequências severas quando atingem habitats protegidos. O valor da penalidade também chama atenção pela dimensão da sanção aplicada.
O caso reforça uma lição importante: antes de iniciar obras, cortes de árvores ou projetos imobiliários, estudos ambientais e licenças adequadas podem ser indispensáveis.
Ignorar essas exigências pode transformar uma intervenção no terreno em um problema criminal e financeiro de grandes proporções.
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