Greta Thunberg embarca mais uma vez para Gaza
Em entrevista coletiva em Barcelona, antes da partida, ativista sueca rejeita acusação de antissemitismo
A ativista sueca Greta Thunberg (foto), de 22 anos, parte novamente neste domingo, 31, em uma flotilha rumo a Gaza.
Em entrevista coletiva antes da partida, em Barcelona, Thunberg afirmou:
“A história aqui é sobre a Palestina. A história é como as pessoas estão sendo deliberadamente privadas dos meios básicos de sobrevivência. A história é como o mundo pode permanecer em silêncio.”
Ela também rejeitou a acusação de ser antissemita.
“Não é antissemitismo dizer que não deveríamos bombardear pessoas, que ninguém deveria viver sob ocupação, que todos deveriam ter o direito de viver em liberdade e dignidade, independentemente de quem sejam.”
A Global Sumud Flotilla, nome do grupo organizador, será a maior missão à Gaza até hoje, com mais pessoas e barcos do que todas as tentativas anteriores somadas.
Além de Thunberg, a flotilha contará com ativistas de diversos países, parlamentares europeus e figuras públicas, como a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau. O grupo se descreve como independente, sem ligação com governos ou partidos políticos.
Bloqueio israelense
Thunberg e outros ativistas foram detidos e deportados por Israel em junho, quando tentaram chegar a Gaza em um iate com bandeira britânica.
Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a detenção de Greta.
“Ela é uma pessoa estranha. É uma pessoa jovem e raivosa. Eu não conhecia a raiva real até encontrá-la. Ela certamente é diferente. Acho que ela tem de ir a uma aula de gestão de raiva.”
A missão levava 12 ativistas, incluindo o brasileiro Thiago Ávila e a eurodeputada franco-palestina Rima Hassan.
O major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças Armadas israelenses, disse à Folha que Israel não permitirá que ninguém fure o bloqueio naval imposto sobre o litoral de Gaza.
“Israel está preparado, está determinado a fazer o que for necessário para garantir que os objetivos da guerra sejam alcançados e para garantir que as instruções do governo de Israel sejam colocadas em prática”, afirmou.
O ativismo anti-Israel de Greta
Greta Thunberg participou de diversos protestos contra Israel. Em 7 de outubro do ano passado, aniversário do massacre do Hamas em Israel, ela esteve numa manifestação pró-Palestina em Berlim. Durante o ato, participantes atiraram garrafas contra agentes da polícia e entoaram slogans anti-Israel.
Em vídeo, Thunberg repetiu a sua acusação de genocídio contra Israel e disse que o Estado alemão era cúmplice.
O comissário contra o antissemitismo do Governo Federal, Felix Klein, qualificou as declarações de Thunberg sobre o conflito no Oriente Médio de “anti-Israel e também anti-semitas devido à negação oculta do direito de existência de Israel”.
Leia também: Por antissemitismo, Greta pode ser proibida de entrar na Alemanha
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Comentários (4)
Annie 40
31.08.2025 13:54Deuxa ela chegar la
tclsãopaulo
31.08.2025 12:17Por que não vão para a Ucrânia?
Marian
31.08.2025 11:31O Sudão atualmente vive uma guerra. Porque não, Greta?
Fabio B
31.08.2025 10:28O cara do bigodinho apoiaria essa baranga.