Grande marca de chips telefônicos tem falência decretada e ameaça 14 mil empregos após desaparecer dos celulares brasileiros
saída da telefonia móvel não encerrou a presença da companhia, que ainda sustenta contratos essenciais em meio a uma disputa judicial.
A falência decretada contra uma das marcas mais conhecidas da telefonia brasileira durou apenas quatro dias antes de ser suspensa. Longe dos celulares desde a venda de sua rede móvel, a Oi ainda mantém serviços essenciais, contratos públicos e um futuro indefinido na Justiça.
Qual empresa teve a falência decretada?
A empresa é a Oi, antiga gigante da telefonia brasileira. Em 10 de novembro de 2025, a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro converteu sua segunda recuperação judicial em falência, mantendo provisoriamente as atividades sob gestão judicial.
Quatro dias depois, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu seus efeitos após recursos de Bradesco e Itaú. A companhia retornou ao regime de recuperação judicial enquanto o mérito dos recursos aguardava julgamento.

Por que a Oi desapareceu dos celulares brasileiros?
A Oi vendeu sua operação móvel para Claro, TIM e Vivo. O negócio foi autorizado em 2022, durante a primeira recuperação judicial, e distribuiu clientes, frequências e partes da infraestrutura entre as três compradoras.
Em março de 2022, havia aproximadamente 42,1 milhões de acessos móveis. Após a transferência, esses contratos foram incorporados pelas rivais e desapareceram das estatísticas da empresa. Antigos chips passaram a operar sob outra prestadora, conforme o DDD.
Como a crise chegou à segunda recuperação judicial?
A primeira recuperação começou em 2016, quando o grupo declarou dívidas superiores a R$ 60 bilhões. O processo terminou em dezembro de 2022 após vendas de ativos, mas o alívio durou pouco: a Oi pediu nova proteção contra credores em março de 2023.
A venda da rede móvel reduziu o tamanho da companhia, porém não resolveu seu desequilíbrio financeiro. A empresa também separou a infraestrutura de fibra na V.tal e negociou outras operações. Mesmo assim, continuou enfrentando falta de caixa, dívidas e dificuldade para cumprir o plano.
A trajetória reúne quatro momentos decisivos:
De onde veio a ameaça a 14 mil empregos?
O número veio de entidades sindicais do setor, não de uma lista oficial de demissões. Em novembro de 2025, elas estimaram que a liquidação imediata colocaria em risco 14 mil empregos diretos e indiretos ligados à Oi, parceiros e prestadores.
A cifra representa postos potencialmente afetados, e não 14 mil desligamentos confirmados. Comunicados sindicais posteriores chegaram a mencionar 20 mil trabalhadores ao ampliar o alcance para subsidiárias, terceiros e parceiros, mostrando que a estimativa varia conforme o grupo considerado.
Por que a operação não poderia simplesmente parar?
A Agência Nacional de Telecomunicações informou que a decisão original preservava serviços durante uma liquidação ordenada. A rede atendia telefones públicos em cerca de 7.500 localidades, números de emergência, interconexões e contratos com órgãos públicos e empresas.
Ao suspender a falência, a segunda instância considerou o risco de prejuízos maiores aos credores e à sociedade. A interrupção repentina também poderia reduzir o valor dos ativos, dificultar pagamentos e comprometer serviços de conectividade usados por estruturas públicas.
A crise alcança públicos diferentes:
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Qual é a situação atual da antiga operadora?
A história da Oi permanece aberta. Em 30 de junho de 2026, a relatora votou pelo restabelecimento da falência, mas outro desembargador pediu vista. Sem decisão colegiada final, a suspensão anterior continuou produzindo efeitos.
Em julho, a gestão judicial projetou queda do caixa para R$ 19,6 milhões ao fim do mês e alertou sobre risco operacional a partir de agosto. Portanto, a falência de 2025 não encerrou imediatamente a empresa, mas a ameaça aos empregos, contratos e serviços permanece concreta.
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