Gigante dos materiais de construção entra em colapso e leva centenas de lojas para liquidação após fracassar na tentativa de salvar o negócio
Uma tentativa de reformular a rede e obter financiamento antecedeu a venda de estoques, equipamentos e pontos comerciais.
Na Alemanha, em 2013, a rede Praktiker entrou em insolvência depois de fracassar uma tentativa de refinanciamento. A crise atingiu lojas de ferramentas, tintas e materiais de construção, inclusive unidades associadas à Max Bahr. Administradores passaram a organizar liquidações por etapas, enquanto buscavam compradores para os ativos.
Por que a Praktiker entrou em insolvência em 2013?
A Praktiker havia decidido substituir sua identidade comercial pela marca Max Bahr em parte da rede, enquanto buscava refinanciar suas operações. Segundo a Gordon Brothers, participante do processo, a tentativa fracassou após o descumprimento de metas financeiras.
A empresa entrou com pedido de insolvência em julho de 2013. Isso ocorreu no mercado alemão e não autoriza afirmar que todas as lojas vinculadas à marca em outros países tiveram o mesmo destino naquele momento.

Como a mudança para a marca Max Bahr se relacionava com a crise?
A Max Bahr era uma rede alemã de lojas de materiais para reformas adquirida anteriormente pelo grupo Praktiker. A conversão de estabelecimentos para essa bandeira fazia parte de uma tentativa de reposicionamento comercial.
A estratégia encontrou dificuldades antes de se consolidar. A presença da marca Max Bahr em uma loja não significa que ela pertencia ao mesmo conjunto de unidades originalmente operadas pela rede, distinção importante para interpretar os números.
Quantas lojas entraram no programa de liquidação?
A Gordon Brothers descreveu três etapas conduzidas com o administrador Christopher Seagon: inicialmente 38 lojas de pior desempenho, depois 118 unidades Praktiker e, por fim, 42 estabelecimentos recentemente convertidos para Max Bahr.
Esses quantitativos identificam grupos de uma operação específica. Não devem ser misturados com outras carteiras, fases de venda ou ativos negociados posteriormente para produzir um total geral sem verificar possíveis sobreposições.
As três fases foram organizadas desta maneira:
Por que a tentativa de vender lojas Max Bahr não deu certo?
A marca Max Bahr também entrou em insolvência preliminar em julho de 2013. Seu administrador encomendou avaliações de estoque e uma proposta para encerrar lojas caso uma negociação de venda não prosperasse.
O estudo de caso registra cinco estabelecimentos deficitários destinados a fechamento e uma venda planejada para outras 73 lojas que não se concretizou. Essas unidades integram outra frente do processo e não devem ser somadas automaticamente às fases anteriores.
As frentes de liquidação e negociação tinham escopos diferentes:
Todas as lojas e marcas desapareceram da mesma forma?
Não. O processo envolveu marcas, estoques, equipamentos, imóveis e negociações com possíveis compradores. A liquidação de mercadorias de uma unidade não significa necessariamente que seu prédio tenha ficado sem uso permanente.
No balanço dos dois projetos, a Gordon Brothers registrou 281 lojas fechadas em sete meses. O total é o recorte informado pela empresa que atuou nas liquidações e não deve ser confundido com o número de estabelecimentos que o grupo tinha em outros mercados.
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O que a crise mostrou sobre as redes de materiais de construção?
A tentativa de mudar a bandeira comercial não conseguiu superar as dificuldades financeiras que levaram a Praktiker à insolvência. Posteriormente, as negociações frustradas ampliaram a necessidade de liquidar estoques e transferir ativos.
Para consumidores e fornecedores, as consequências dependeram de cada loja, do calendário de liquidação e de eventuais aquisições. É mais preciso falar em encerramento de operações por fases na Alemanha do que em desaparecimento uniforme de todos os imóveis ou negócios.
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