França defende que transição na Venezuela passe por González Urrutia
Ministro francês considerou saída de Maduro como “uma boa notícia para os venezuelanos”
O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, reafirmou neste domingo, 4, a posição do presidente Emmanuel Macron sobre o futuro político da Venezuela após a captura do ditador Nicolás Maduro. Segundo Barrot, é essencial que Edmundo González Urrutia, candidato opositor nas eleições presidenciais de 2024, desempenhe um papel central na transição política do país sul-americano.
Entre as prioridades apontadas pela França estão a “libertação dos presos políticos” e a implementação de uma transição que respeite a vontade expressa pelos venezuelanos nas eleições do ano anterior, afirmou o ministro em entrevista à emissora France 2.
Barrot classificou Maduro como “um ditador sem escrúpulos que confiscou a liberdade dos venezuelanos e roubou suas eleições” e considerou sua saída “uma boa notícia para os venezuelanos”.
Ao mesmo tempo, afirmou que a operação militar dos EUA viola princípios do direito internacional.
“O uso da força pode ser permitido em certas circunstâncias”, disse Barrot, citando como exemplo o ataque realizado pela França e pelo Reino Unido contra terroristas do Estado Islâmico na Síria.
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Macron
Macron disse no sábado que gostaria de ver uma transição “pacífica e democrática” que respeitasse a vontade popular.
“Desejamos que o presidente Edmundo González Urrutia, eleito em 2024, possa assegurar essa transição com rapidez. Atualmente estou em intercâmbio com nossos parceiros na região. A França está totalmente mobilizada e vigilante, inclusive para garantir a segurança de seus cidadãos durante estes tempos incertos”, afirmou o presidente francês.
María Corina Machado, impedida de concorrer às eleições de 2023 por inelegibilidade, se aliou a González Urrutia na disputa contra Maduro.
Apesar da vitória do líder chavista ter sido confirmada pelas autoridades eleitorais venezuelanas, a oposição alegou fraude e rejeitou o resultado do pleito.
González Urrutia, que recebeu reconhecimento de diversos países, incluindo os Estados Unidos. Ele fugiu da Venezuela e vive atualmente asilado na Espanha.
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