Fim da carteira comum: documentos antigos deixam de ser aceitos em aeroportos
Documento estadual comum perdeu uma função federal, mas outras identificações seguem aceitas
Nos Estados Unidos, a carteira estadual comum deixou de bastar nos controles de voos domésticos quando não segue o padrão Real ID. A exigência começou em 7 de maio de 2025. Passaporte e outros documentos autorizados continuam aceitos. Desde fevereiro de 2026, quem chega sem identificação válida pode tentar uma verificação paga de US$ 45.
O que mudou nos aeroportos dos Estados Unidos?
A mudança atingiu passageiros com 18 anos ou mais nos pontos de inspeção de segurança. Carteiras de motorista e documentos estaduais sem o padrão federal deixaram de ser aceitos sozinhos para entrar na área de embarque de voos domésticos.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos iniciou a aplicação completa da regra em 7 de maio de 2025. O documento comum pode continuar válido para dirigir e para outros usos estaduais, mas perdeu essa função federal nos aeroportos.
O Real ID costuma ser identificado por uma estrela na parte superior do documento. Alguns estados também emitem carteiras aprimoradas com outra marca de conformidade.

Quais documentos continuam aceitos para embarcar?
O passageiro não precisa ter obrigatoriamente uma carteira Real ID quando leva outra identificação aceita. O passaporte continua sendo a alternativa mais simples para visitantes estrangeiros e cidadãos americanos.
A lista oficial de documentos aceitos pela Administração de Segurança dos Transportes inclui diferentes opções:
- Passaporte: passaportes americanos e estrangeiros emitidos por governos podem ser apresentados.
- Carteira Real ID: o documento estadual compatível continua aceito normalmente.
- Cartões de viajante confiável: documentos como Global Entry, NEXUS e SENTRI entram na lista.
- Documento militar: identificações autorizadas das Forças Armadas também podem ser usadas.
- Outras credenciais federais: cartões específicos aparecem na relação mantida pela TSA.
Como funciona o processo que custa US$ 45?
Desde 1º de fevereiro de 2026, o passageiro sem uma identificação aceita pode pagar para usar o TSA ConfirmID. O sistema tenta confirmar a identidade antes de liberar o acesso à inspeção de segurança.
O serviço oficial TSA ConfirmID cobra US$ 45, pagos pelo portal Pay.gov. A confirmação pode ser usada em viagens realizadas dentro de um período de 10 dias.
O pagamento não compra o direito de embarcar. Se a identidade não puder ser confirmada, o passageiro ainda pode ficar fora da área de segurança. A TSA recomenda chegar com antecedência porque o processo adiciona etapas ao controle.
O que já vale e o que mudou depois da primeira data?
A exigência do Real ID começou em 2025, enquanto a cobrança de US$ 45 apareceu apenas em 2026. As duas datas tratam de partes diferentes da mesma política.
Leia também: Todos os brasileiros precisam atualizar seus documentos de identidade para o novo formato: como fazer passo a passo
O que brasileiros precisam saber antes da viagem?
Brasileiros em viagem pelos Estados Unidos podem apresentar o passaporte válido no controle da TSA. A mudança não obriga um visitante estrangeiro a emitir uma carteira Real ID americana.
No Brasil, as regras dos voos domésticos são diferentes. A Agência Nacional de Aviação Civil aceita documentos civis com foto e versões eletrônicas autorizadas, conforme a situação do passageiro.
Quem vai embarcar nos Estados Unidos deve conferir a lista americana. Levar o passaporte evita depender do processo pago e reduz o risco de atraso no aeroporto.
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