FBI aponta ligação de terrorista que atacou sinagoga em Michigan com o Hezbollah
Terrorista gravou vídeo no qual declarava seu desejo de "matar o máximo de pessoas possível"
O FBI confirmou nesta segunda-feira, 30, que o ataque ao Templo Israel em West Bloomfield Township, nos arredores de Detroit, foi um ato terrorista inspirado pela ideologia do grupo libanês Hezbollah.
Segundo a agência, Ayman Ghazali, de 41 anos, cidadão americano de ascendência libanesa, gravou um vídeo antes do ataque no qual expressava sua intenção de causar o máximo de danos possível.
Ghazali chegou ao estacionamento da sinagoga em 12 de março e esperou cerca de duas horas antes de agir.
Pouco depois do meio-dia, ele arrombou os portões trancados do prédio com sua caminhonete Ford F-150 e dirigiu pelo corredor até a área de educação infantil, onde estavam cerca de 150 crianças e funcionários. Um segurança foi atingido pelo veículo.
Ghazali trocou tiros com outro policial antes de tirar a própria vida.
A caminhonete, carregada com fogos de artifício comerciais e galões de gasolina, pegou fogo durante o confronto. Nenhuma criança ou funcionário ficou ferido.
Segundo ataque do dia
Horas antes do episódio em Michigan, um ataque a tiros também ocorreu no campus da Universidade Old Dominion (ODU), em Norfolk, no estado da Virgínia.
Um homem abriu fogo em um edifício do setor administrativo da instituição, ferindo duas pessoas, que estão em estado grave. O agressor morreu no local.
O presidente da ODU, Brian Hemphill, comunicou à comunidade universitária que a instituição “enfrentou uma tragédia no campus” e agradeceu pela resposta das equipes de emergência. As aulas foram suspensas pelo restante do dia.
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