Explosão no navio da flotilha de Greta Thunberg em direção a Gaza
De acordo com informações dos organizadores, uma das embarcações principais da flotilha teria sido atingida por uma drone, mas a narrativa é contestada
A Flotilha Global Sumud, que visa romper o bloqueio marítimo imposto por Israel a fim de chegar à Faixa de Gaza, enfrentou um incidente em águas tunisianas.
De acordo com informações dos organizadores, uma das embarcações principais da flotilha teria sido atingida por uma drone.
As autoridades tunisianas, no entanto, contestaram essa narrativa, afirmando que o ocorrido se tratava de um incêndio gerado por uma colete salva-vidas em chamas a bordo do navio.
Segundo a agência estatal tunisiana TAP, citando o Ministério do Interior, equipes especializadas estão investigando as circunstâncias do incêndio, que foi originado pelo colete salva-vidas incendiado.
Não houve vítimas ou danos significativos além dos vários coletes danificados.
Imagens divulgadas pela Global Sumud Flotilla em sua conta no Instagram mostram uma explosão luminosa atingindo a embarcação, corroborando a versão de um incêndio.
Os organizadores reportaram danos ao convés principal e à área de armazenamento abaixo do deck.
A autenticidade das gravações ainda não foi confirmada por fontes independentes. Os organizadores planejam realizar uma coletiva de imprensa para discutir os eventos recentes.
Greta Thunberg
Entre os ativistas da flotilha está a ambientalista sueca Greta Thunberg, que já havia tentado realizar uma ação anteriormente a bordo do navio “Madleen”.
O movimento busca romper o bloqueio israelense da região e é considerado a maior iniciativa deste tipo até agora. As embarcações partiram de Barcelona no início de setembro.
ONU
Francesca Albanese, relatora independente da ONU para os Territórios Palestinos ocupados por Israel, comentou sobre o incidente em um vídeo no Instagram, expressando sua preocupação e enfatizando a necessidade de verificar as informações. Ela mencionou também as ameaças provenientes de Israel direcionadas à flotilha.
Albanese já havia sido criticada por Israel em um relatório anterior onde acusou o país de genocídio contra os palestinos. Sua imparcialidade foi contestada por autoridades israelenses e pelo governo Trump, que impôs sanções contra ela devido a alegações de preconceito e antissemitismo.
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Comentários (1)
LuÃs Silviano Marka
09.09.2025 10:53Nada poderia ser mais irônico que ser morto por um colete salva-vidas.