Expedições mergulham quase 5 mil metros, voltam com mil exemplares e separam 149 animais que a ciência nunca havia catalogado

08.09.2026

logo-crusoe-new
O Antagonista
Expedições mergulham quase 5 mil metros, voltam com mil exemplares e separam 149 animais que a ciência nunca havia catalogado
avatar
Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 22.07.2026 15:23 comentários
Mundo

Expedições mergulham quase 5 mil metros, voltam com mil exemplares e separam 149 animais que a ciência nunca havia catalogado

As viagens a montanhas submarinas do Índico trouxeram centenas de amostras, revelaram formas de vida raras e abriram uma nova frente para a ciência marinha.

avatar
Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 22.07.2026 15:23 comentários 0
Expedições mergulham quase 5 mil metros, voltam com mil exemplares e separam 149 animais que a ciência nunca havia catalogado
Expedições mergulham quase 5 mil metros, voltam com mil exemplares e separam 149 animais que a ciência nunca havia catalogado

As profundezas do oceano voltaram a mostrar que ainda guardam uma parte enorme do que a humanidade conhece pouco. Em uma série de expedições no Oceano Índico, pesquisadores exploraram 22 montanhas submarinas, alcançaram quase 5 mil metros de profundidade e retornaram com cerca de mil exemplares, entre eles 149 animais que podem representar espécies ainda não catalogadas pela ciência.

O que as expedições encontraram nas profundezas do Índico?

O material recolhido inclui organismos de diferentes grupos, vindos de ambientes pouco explorados e marcados por pressão extrema, pouca luz e temperaturas baixas. Entre os exemplares analisados aparecem invertebrados, crustáceos e outros animais adaptados a viver em regiões onde a observação direta ainda é rara.

Um dos casos que mais chamou atenção foi o de um caranguejo que carrega outros organismos sobre o próprio corpo, como se estivesse usando um chapéu. Esse tipo de comportamento reforça como as relações entre os animais marinhos profundos ainda são pouco conhecidas e podem surpreender até equipes acostumadas a trabalhar com biodiversidade oceânica.

Expedições mergulham quase 5 mil metros, voltam com mil exemplares e separam 149 animais que a ciência nunca havia catalogado
Expedições mergulham quase 5 mil metros, voltam com mil exemplares e separam 149 animais que a ciência nunca havia catalogado

Por que 149 animais foram separados como possíveis novidades para a ciência?

Nem todo organismo recolhido em uma expedição se torna automaticamente uma nova espécie. Primeiro, os pesquisadores comparam forma, estrutura, coloração, partes do corpo e características anatômicas com registros já existentes. Quando um exemplar não se encaixa nos catálogos conhecidos, ele passa a ser tratado como candidato a uma descrição inédita.

No caso dessas viagens, 149 animais entraram justamente nessa etapa. Isso significa que eles ainda precisam passar por análises detalhadas, o que pode incluir estudo morfológico, comparação com coleções científicas e testes genéticos, antes de receberem confirmação formal e nome científico.

O que torna as montanhas submarinas tão importantes para esse tipo de descoberta?

As montanhas submarinas funcionam como pontos de concentração de vida marinha. Elas alteram correntes, criam microambientes e oferecem superfícies onde muitos organismos conseguem se fixar, se alimentar e se reproduzir. Por isso, costumam reunir espécies diferentes das encontradas em áreas vizinhas mais planas do fundo do mar.

Além disso, várias dessas formações permanecem pouco estudadas. Quando uma equipe visita 22 montanhas submarinas em uma mesma campanha, ela amplia de forma importante a chance de encontrar animais raros, pouco documentados ou até desconhecidos.

Indicador Registro Importância
22 montanhas submarinas Áreas exploradas
As expedições investigaram formações profundas distribuídas no Oceano Índico
Grande cobertura
Quase 5 mil metros Profundidade alcançada
As viagens chegaram a regiões extremas e pouco acessíveis do fundo do mar
Ambiente raro
Mil exemplares e 149 candidatos Material recolhido
Parte da coleção poderá ampliar o catálogo global de espécies marinhas
Potencial científico

Como os cientistas trabalham depois que os exemplares chegam à superfície?

O mergulho é apenas o começo. Depois da coleta, cada organismo precisa ser fotografado, preservado, medido e comparado com descrições já publicadas. Em muitos casos, o aspecto do animal muda rapidamente fora d’água, o que torna o registro imediato ainda mais importante.

Essa fase também ajuda a entender como cada espécie vive, em que profundidade foi encontrada e quais ambientes parecem favorecer sua presença. O objetivo não é só dar nome aos animais, mas compreender melhor como funciona a biodiversidade de ecossistemas quase invisíveis para a maioria das pessoas.

Leia também: O que diz a lei para quem circula apenas com a CNH Digital?

Por que esse tipo de descoberta importa para além da curiosidade?

Descobrir novas espécies ajuda a mostrar o tamanho real da vida que existe no oceano e o quanto dela ainda permanece fora do radar. Isso é importante para a ciência, para a conservação e também para futuras decisões sobre pesca, mineração submarina e proteção de habitats frágeis.

Quando uma expedição encontra tantos organismos potencialmente inéditos em um único conjunto de viagens, ela deixa claro que o conhecimento humano sobre o fundo do mar ainda está em construção. Mais do que uma lista de animais curiosos, o resultado reforça que vastas regiões do planeta continuam pouco conhecidas e podem guardar uma biodiversidade muito maior do que se imaginava.

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Decisão nas mãos de Moraes tira Michelle de ato de Flávio

Decisão nas mãos de Moraes tira Michelle de ato de Flávio
2

Ex-presidente do STF defende ‘cortar na própria carne’ para resolver crise no Tribunal

Ex-presidente do STF defende ‘cortar na própria carne’ para resolver crise no Tribunal
3

Moraes no inquérito das fake news

Moraes no inquérito das fake news
4

Lula usa motes de campanha em atos de 7 de setembro

Lula usa motes de campanha em atos de 7 de setembro
5

Em meio à crise do Master, STF chega ao 7 de Setembro sob pressão

Em meio à crise do Master, STF chega ao 7 de Setembro sob pressão
6

Nikolas anuncia protesto na casa de Alcolumbre por impeachment de Moraes

Nikolas anuncia protesto na casa de Alcolumbre por impeachment de Moraes
7

7/9 tem Fachin na tribuna e climão entre Messias e Alcolumbre

7/9 tem Fachin na tribuna e climão entre Messias e Alcolumbre
8

Protestos em Brasília pedem saída de Alexandre de Moraes

Protestos em Brasília pedem saída de Alexandre de Moraes
9

Janja decide atuar como cabo eleitoral

Janja decide atuar como cabo eleitoral
10

“Um abraço muito especial ao doutor André Mendonça”

“Um abraço muito especial ao doutor André Mendonça”
1

Cury defende impeachment de ministros do STF

Cury defende impeachment de ministros do STF
2

Ex-presidente do STF defende ‘cortar na própria carne’ para resolver crise no Tribunal

Ex-presidente do STF defende ‘cortar na própria carne’ para resolver crise no Tribunal
3

Fachin adia reunião com OAB por crise no STF

Fachin adia reunião com OAB por crise no STF
4

Fachin não precisa prometer o fim do inquérito das fake news. Precisa agir.

Fachin não precisa prometer o fim do inquérito das fake news. Precisa agir.
5

Renan Santos pressiona presidenciáveis a apoiar saída de Toffoil e Moraes

Renan Santos pressiona presidenciáveis a apoiar saída de Toffoil e Moraes
6

Do menu de lagosta ao caso Vorcaro, uma sucessão de crises de ética no STF

Do menu de lagosta ao caso Vorcaro, uma sucessão de crises de ética no STF
7

7 de Setembro abre esquema de segurança que vai até 8 de janeiro

7 de Setembro abre esquema de segurança que vai até 8 de janeiro
8

Lula usa motes de campanha em atos de 7 de setembro

Lula usa motes de campanha em atos de 7 de setembro
9

7/9 tem Fachin na tribuna e climão entre Messias e Alcolumbre

7/9 tem Fachin na tribuna e climão entre Messias e Alcolumbre
10

No 7 de Setembro, Putin chama Brasil e Rússia de “povos amigos”

No 7 de Setembro, Putin chama Brasil e Rússia de “povos amigos”
1

Irmão de Flávio Dino assume vice-presidência do Conselho do MPF

Irmão de Flávio Dino assume vice-presidência do Conselho do MPF
2

Trump sugere renomear Novo México para “Nova América”

Trump sugere renomear Novo México para “Nova América”
3

TRE-SP nega direito de resposta a Haddad por vídeo de Derrite sobre “Bolsa Crack”

TRE-SP nega direito de resposta a Haddad por vídeo de Derrite sobre “Bolsa Crack”
4

Putin manda fechar consulado alemão em São Petersburgo

Putin manda fechar consulado alemão em São Petersburgo
5

Fachin adia reunião com OAB por crise no STF

Fachin adia reunião com OAB por crise no STF
6

Flávio lidera transferência de votos entre candidatos, aponta Quaest

Flávio lidera transferência de votos entre candidatos, aponta Quaest
7

“Putin precisa de dinheiro”, diz Zelensky

“Putin precisa de dinheiro”, diz Zelensky
8

Manifestação de Flávio reúne 28,5 mil pessoas na Paulista, estima USP

Manifestação de Flávio reúne 28,5 mil pessoas na Paulista, estima USP
9

STF forma maioria contra soltura de Bolsonaro

STF forma maioria contra soltura de Bolsonaro
10

AfD fica perto de governar estado alemão

AfD fica perto de governar estado alemão

Tags relacionadas

biodiversidade marinha montanhas submarinas ocean census Oceano Índico
< Notícia Anterior

Flávio Bolsonaro é um maracujá murcho, mas ainda não caiu do pé

22.07.2026 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

Justiça manda Virginia retirar publicidades de apostas irregulares das redes sociais

22.07.2026 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Redação O Antagonista

Suas redes

Instagram

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Início

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.