EUA retiram grupo jihadista que derrubou Assad da lista de terroristas
Com apoio de Trump, Ahmed al-Sharaa consegue retirada da designação terrorista do HTS pelo governo americano
O governo Trump revogou nesta segunda-feira, 7, a designação de organização terrorista estrangeira para o Hay’at Tharir al-Sham (HTS), grupo responsável pela deposição do ditador sírio Bashar Assad, em dezembro do ano passado.
A decisão dos Estados Unidos ocorre após uma aproximação entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente da Síria e líder do HTS, Ahmed al-Sharaa.
“Esta revogação do FTO é um passo importante para concretizar a visão do presidente Trump de uma Síria estável, unificada e pacífica”, diz trecho do comunicado.
Na semana passada, Trump assinou uma ordem executiva suspendendo as sanções históricas aplicadas pelos EUA à Síria.
Com a medida, o governo americano remove pessoas e entidades bloqueadas da lista do programa de sanções. Os bens também serão desbloqueados.
O fim da punição ajudará o país a se reestruturar economicamente e financeiramente.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA apoiarão “uma Síria estável, unificada e em paz consigo mesmo e com seus vizinhos”.
“De acordo com a Ordem Executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ‘Prevendo a Revogação das Sanções à Síria’, os EUA estão tomando novas medidas para apoiar uma Síria estável, unificada e em paz consigo mesma e com seus vizinhos. As sanções americanas não serão um impedimento para o futuro da Síria”, escreveu no X.
Hay’at Tahrir al-Sham (HTS)
O Hay’at Tahrir al-Sham (HTS) é um grupo jihadista formado em 2017 na Síria, a partir da fusão de várias facções islamistas, incluindo a antiga Frente al-Nusra, que foi o braço sírio da Al-Qaeda.
Antes de derrubar a ditadura de Assad, o grupo comandava a região de Idlib, no noroeste da Síria.
Enquanto o Estado Islâmico buscava criar um califado global e a Al Qaeda tinha como alvo principal os Estados Unidos, o HTS tinha como objetivo derrubar Assad e estabelecer um regime comandado pela lei islâmica, a sharia.
No fim do ano passado, o grupo terrorista colocou fim ao regime sírio e prometeu abrir o país economicamente.
Com isso, Sharaa está aproximando-se dos governos ocidentais.
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