EUA recebem sul-africanos brancos com status de refugiados
Africâneres dizem ser vítimas de discriminação e perseguição por cor de pele
Um avião com dezenas de sul-africanos brancos reconhecidos como refugiados desembarcou em Washington, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira, 12.
O governo Trump concedeu proteção a 49 sul-africanos que afirmam ter sido vítimas de violência por causa de sua cor de pele.
Segundo os refugiados, eles enfrentam discriminação por serem brancos, especialmente na disputa por terras no país.
O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, sancionou uma lei que permite a expropriação de terras sem compensação.
Atualmente, as pessoas brancas possuem cerca de metade das terras agrícolas do país.
Segundo o Departamento de Estado americano, mais de 8.000 consultas de sul-africanos já fizeram consultas sobre o processo de refúgio até março deste ano.
A concessão do benefício ocorre em meio à suspensão da entrada de refugiados de países africanos em guerra, entre os quais o Sudão e o Congo.
Reações
Críticos do presidente americano Donald Trump acusam o republicano de favorecer apenas um grupo étnico.
Segundo eles, o acolhimento também agrava as tensões diplomáticas entre a África do Sul e os Estados Unidos.
Recentemente, Trump criticou o alinhamento da política externa sul-africana com o regime do Irã.
Além disso, o republicano assinou um decreto eliminado a assistência financeira dos Estados Unidos à África do Sul, após o país apresentar uma acusação de genocídio contra Israel no Tribunal Penal Internacional (TPI).
Trump também reprovou a política fundiária adotada por Ramaphosa.
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