Presidente da Câmara dos EUA critica protestos: “Atos de ódio à América”
Milhares de americanos foram às ruas em protestos chamados de “No Kings”, ou “Sem reis”, para acusar Trump de agir como monarca
O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Mike Johnson, teve uma discussão acalorada ao vivo com o âncora Jonathan Karl, da rede ABC, neste domingo, 19, durante entrevista sobre as manifestações “Sem reis” e as novas regras impostas a jornalistas que cobrem o Pentágono.
Karl questionou por que o secretário da Defesa, Pete Hegseth, estaria evitando contato com repórteres. Johnson respondeu que “medo não faz parte do DNA do secretário”.
Hegseth passou a exigir que jornalistas assinem um termo de compromisso para entrar em coletivas e áreas internas do Pentágono, o que levou dezenas de profissionais a devolverem seus crachás em protesto.
O apresentador lembrou que, desde que assumiu o cargo, Hegseth realizou apenas duas entrevistas coletivas e que o novo regulamento dificulta o trabalho da imprensa.
Johnson rebateu dizendo que “não há secretário mais transparente” e que Hegseth participa de eventos públicos nos quais expõe suas prioridades e princípios.
A discussão subiu de tom quando Karl mencionou declarações de Johnson sobre os protestos “Sem reis”, organizados por grupos de esquerda contra Donald Trump.
O deputado chamou os atos de “manifestações de ódio à América” e disse que representam “a face moderna do Partido Democrata, dominado por anarquistas e militantes antifa”.
Karl comparou o discurso de Johnson às falas de Hillary Clinton em 2016, quando chamou eleitores de Trump de “deploráveis”.
O republicano negou semelhança e disse que apenas alertava os americanos sobre “a radicalização da esquerda”. Em tom irônico e lembrando da paralisação do governo pelo bloqueio da oposição, acrescentou que “se Trump fosse mesmo um rei, o governo estaria funcionando perfeitamente”.
Johnson também citou a ascensão do político socialista Zohran Mamdani, cotado para a prefeitura de Nova York, como exemplo do avanço da ala radical democrata. “Eles estão prestes a eleger um marxista declarado na maior cidade do país”, afirmou.
O debate terminou em confronto sobre o risco de paralisação do governo federal.
Karl acusou os republicanos de manter a Câmara parada, enquanto Johnson respondeu que “a Câmara fez sua parte em setembro” e culpou os democratas do Senado por bloquear medidas que manteriam o governo aberto.
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