Direita americana ironiza protestos e provoca: “Revolução de Hollywood”
Milhares de americanos foram às ruas em protestos chamados de “No Kings”, ou “Sem reis”, para acusar Trump de agir como monarca
Milhares de americanos foram às ruas no sábado, 18, em protestos chamados de “No Kings”, ou “Sem reis”, para acusar Donald Trump de agir como um monarca.
Como foi eleito democraticamente e governa dentro das regras do estado de direito, o mote do movimento foi um prato cheio para ironias.
Os organizadores divulgaram que mais de 7 milhões de pessoas participaram em 2.700 cidades. Nenhum órgão público confirmou esses números. Registros aéreos mostram concentrações bem menores do que as anunciadas, e em várias localidades o trânsito seguiu normal.
As marchas aconteceram em capitais como Nova York, Washington e Los Angeles, com a presença de celebridades tentando dar peso ao evento.
O ator Pedro Pascal foi fotografado entre faixas que pediam “o fim do autoritarismo”. Nas redes, a imagem virou meme de “revolução de Hollywood”.
Trump reagiu de modo previsível, ironizando os protestos em postagens no X.
Aliados do governo também lembraram que, se o presidente fosse mesmo um “rei”, os manifestantes não estariam nas ruas criticando livremente.
Comentários como o do analista político Brit Hume resumiram o sentimento conservador: “Eles protestam contra um rei imaginário”.
O público parecia mais interessado em gravar vídeos do que em defender pautas concretas.
Discursos repetiram expressões genéricas sobre “democracia” e “resistência”, mas sem propostas claras.
Não houve relatos de violência. A principal consequência foi um fim de semana de memes e piadas, com conservadores classificando o evento como “autoparódia da esquerda americana”.
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