EUA poderão exigir até US$ 15 mil para liberar visto de turista
Viajar aos Estados Unidos pode ficar mais caro para quem solicita visto. Não há menção ao Brasil entre esses países de risco
Viajar aos Estados Unidos pode ficar mais caro para quem solicita visto de turista ou negócios. O governo americano anunciou nessa segunda-feira (4) um programa‑piloto que poderá exigir uma caução de até 15 mil dólares como condição para entrada no país.
A medida deverá entrar em vigor em 20 de agosto e inicialmente terá duração de um ano, segundo o documento publicado no Federal Register, o equivalente americano ao nosso Diário Oficial, divulgado pela agência Reuters. Até agora, não há menção ao Brasil entre esses países de risco.
O objetivo é reduzir o número de visitantes que permanecem no país depois do prazo de vencimento do visto. A caução funcionaria como um “cheque caução”: quem sai dos EUA dentro do prazo, recebe o dinheiro de volta. Quem ultrapassa o tempo permitido, perde o valor depositado.
Os consulados americanos terão liberdade para definir a exigência da garantia, com valores partindo de 5 mil dólares, passando a 10 mil e chegando ao teto de 15 mil.
O foco dessas medidas estaria em países com altas taxas de permanência irregular, como Chade, Haiti, Iêmen, Mianmar, Eritreia e outros países africanos. A lista exata ainda será confirmada, mas a lógica seria mirar locais considerados de alto risco migratório.
Essa proposta retoma uma ideia da primeira gestão de Donald Trump, lançada em 2020, mas que não chegou a ser colocada em prática por causa da pandemia. Agora, de volta à presidência, sua gestão estaria disposta a testar a eficácia da medida inicialmente em uma escala limitada.
Ainda segundo a Reuters, advogados de imigração e ativistas já reagiram com críticas. Para eles, a exigência pode discriminar viajantes de baixa renda e criar barreiras desnecessárias ao turismo legal.
O Departamento de Estado dos EUA não divulgou quantas pessoas poderão ser afetadas com a implantação dessas novas regras do visto.
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