EUA enviam US$ 15,5 milhões à Colômbia
Recursos anunciados nesta segunda-feira, 10, apoiarão vítimas do terremoto de magnitude 7,4 no país vizinho
Washington confirmou nesta segunda-feira, 10, oenvio de US$ 15,5 milhões em socorro humanitário à Colômbia, atingida por um terremoto de magnitude 7,4.
Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o valor cobrirá abrigos temporários, distribuição de alimentos, ações de proteção às vítimas e levantamento dos prejuízos deixados pelo fenômeno.
“Estamos unidos em oração com o povo colombiano e prontos para apoiar o presidente Abelardo de la Espriella e seu governo à medida que avaliam as necessidades no local”, declarou em nota o governo dos EUA.
A mensagem reforça o alinhamento entre Washington e a gestão colombiana, iniciada na última sexta-feira.
Primeiro teste do mandato
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia sinalizado que a Casa Branca monitorava o cenário e se dispunha a auxiliar a população local. Para De la Espriella, os estragos causados pelo abalo sísmico representam o primeiro grande obstáculo de sua administração recém-empossada.
Sobe para 111 o número de mortos
O número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,4 que sacudiu o oeste da Colômbia nesta segunda-feira chegou a 111, segundo o presidente Abelardo de la Espriella. Outras dezenas de pessoas ficaram feridas, e mais de 1,5 mil residências foram danificadas pelo abalo, com epicentro em Chocó.
O balanço, ainda parcial enquanto equipes de resgate avançam pelas áreas atingidas, foi anunciado pelo governo em Bogotá, que decretou estado de desastre nacional horas depois da tragédia — o primeiro grande desafio do mandato.
Nem direita, nem esquerda
O presidente Abelardo De la Espriella defendeu a união do país diante da tragédia, independentemente de posições ideológicas: “Hoje, todos os colombianos, independentemente de diferenças ideológicas, devem se unir em torno de uma única causa: as vítimas deste desastre natural”.
O grupo político do seu antecessor, Gustavo Petro, seguiu no mesmo tom: “Não é momento de mesquinharias, cálculos ou confrontos. É momento de união, solidariedade e fortaleza. A Colômbia precisa que estejamos unidos. Em primeiro lugar, a vida”.
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