EUA disparam contra petroleiro que tentava romper bloqueio naval ao Irã
Segundo o Comando Central dos EUA, embarcação ignorou advertências para interromper a navegação
O Exército dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira, 15, que disparou mísseis contra um petroleiro sem carga que tentava navegar em direção a um porto iraniano.
O bloqueio naval foi retomado na terça, 14.
“A embarcação comercial ignorou várias advertências ao tentar violar o bloqueio dos EUA. Uma aeronave norte-americana neutralizou a embarcação após disparar mísseis Hellfire contra a chaminé do navio. O navio não está mais a caminho do Irã”, afirmou o Comando Central dos EUA em uma publicação no X.
Quinta onda de ataques
Os Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã na tarde desta quarta-feira, 15.
Segundo os militares, os alvos são instalações utilizadas pelo regime dos aiatolás para ameaçar embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz.
“Às 15h ET, as forças dos EUA lançaram operações para uma segunda onda de ataques hoje contra o Irã. Os ataques estão visando capacidades militares iranianas usadas para ameaçar embarcações que transitam livremente pelo Estreito de Ormuz, uma via navegável internacional vital para o comércio global. O exército dos EUA está responsabilizando o Irã sob a direção do Comandante em Chefe”, diz o comunicado do Comando Central (Centcom).
Algumas explosões foram ouvidas na região de Bandar Abbas, a principal cidade portuária do sul do Irã às margens do estreito e um dos pontos mais estratégicos do Oriente Médio.
Durante os ataques, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã deseja chegar a um acordo de paz.
“Eles querem chegar a um acordo desesperadamente. Não gostam do que estamos fazendo e realmente querem negociar. Vamos descobrir se chegaremos a um acordo com eles ou se simplesmente vamos acabar com isso”, disse.
Também nesta quarta, 15, a Guarda Revolucionária do país ameaçou fechar outras rotas marítimas pelo mundo que beneficiem os EUA.
“A exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém”, afirmou.
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