EUA anunciam novas restrições econômicas a Cuba
Novas sanções americanas miram bancos estrangeiros e setores de energia e mineração da ilha
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira, 1º de maio, um pacote de sanções contra Cuba, com o objetivo de pressionar o regime comunista e promover mudanças políticas na ilha. O presidente Donald Trump assinou um decreto determinando restrições a instituições financeiras estrangeiras que operam com Havana, além de medidas mais severas nas regras de imigração e penalidades contra agentes dos setores de energia e mineração.
Decreto invoca ameaça à segurança nacional
O documento presidencial classifica o governo cubano como uma “ameaça extraordinária” à segurança dos Estados Unidos e afirma que as políticas de Havana são “destinadas a prejudicar” os americanos, contrariando os “valores morais e políticos de sociedades livres e democráticas”. As sanções também preveem penalidades a indivíduos identificados como responsáveis por “graves violações dos direitos humanos” no país.
As medidas foram anunciadas no mesmo dia em que milhares de cubanos marcharam em frente à embaixada americana em Havana em ato de protesto contra o que o governo local chama de ameaças de agressão militar por parte de Washington.
Cuba rejeita as medidas e acusa Washington
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, respondeu às sanções pelas redes sociais e as classificou como “ilegais e abusivas”. “Repudiável, mas curioso e ridículo. O governo dos EUA está alarmado e responde com novas medidas coercitivas unilaterais, ilegais e abusivas contra Cuba”, escreveu o chanceler, citando a marcha do Dia do Trabalho em Havana, liderada pelo general Raúl Castro e pelo ditador Miguel Díaz-Canel, e as assinaturas de “6 milhões de cubanos (81% da população com mais de 16 anos) em defesa da pátria sob ameaça militar, denunciando o bloqueio intensificado e o embargo energético”.
Crise energética se aprofunda na ilha
O anúncio se soma a um bloqueio de petróleo imposto por Washington, que permitiu a entrada de apenas um navio-tanque russo em Cuba desde então. O embargo energético gerou escassez de combustível, contribuiu para três grandes apagões em escala nacional e levou companhias aéreas estrangeiras a suspender rotas para a ilha.
O embargo comercial americano a Cuba está em vigor desde 1962. As novas sanções representam mais uma camada de pressão em um relacionamento historicamente tenso entre os dois países, sem sinais de distensão no horizonte imediato.
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