EUA ameaçam Irã com ofensiva mais dura caso não reconheça derrota militar
Porta-voz da Casa Branca afirma que ofensiva avança mais rápido que o previsto e reafirma negociações com o regime iraniano
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira, 25, que o presidente Donald Trump está disposto a intensificar os ataques contra o Irã caso o regime não reconheça sua “derrota militar”.
“Se o Irã não entender que foi derrotado militarmente e que continuará sendo, o presidente Trump garantirá que seja atingido com mais força do que jamais foi”, disse em coletiva de imprensa.
Segundo Karoline, os Estados Unidos estão adiantados em relação ao prazo previsto para a guerra.
“Desde o início, o presidente Trump e o Departamento de Guerra estimaram que seriam necessárias de quatro a seis semanas para concluir essa missão crucial. Vinte e cinco dias depois, as maiores forças armadas que o mundo já conheceu estão adiantadas em relação ao cronograma e apresentando um desempenho excepcional”, afirmou.
“Estamos muito perto de atingir os objetivos principais da operação, Epic Fury, e esta missão militar continua sem cessar.”
Plano de 15 pontos
Leavitt negou que as negociações com o Irã tenham sido encerradas, após a mídia estatal iraniana classificar como “desconectada da realidade” a proposta de 15 pontos para o fim do conflito.
“As negociações continuam… São produtivas… e continuam”, disse.
“Há elementos de verdade nisso, mas algumas das histórias que li não eram totalmente factuais”, acrescentou.
De acordo com o The New York Times, o documento com 15 pontos para o fim da guerra foi encaminhado na terça, 24.
O texto foi enviado pelo chefe do Exército paquistanês, o marechal Syed Asim Munir.
Munir é visto como peça-chave na interlocução e manteria canais com a Guarda Revolucionária iraniana.
Além disso, Egito e Turquia também atuam para incentivar Teerã a se engajar em negociações.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o país apoia os esforços diplomáticos.
Mísseis balísticos e programa nuclear
Segundo a reportagem, os pontos abordam os programas nucleares e de mísseis balísticos do Irã.
Desde o início da guerra, os Estados Unidos e Israel têm atacado mísseis balísticos, lançadores e instalações de produção iranianos.
Em resposta, o regime iraniano continua lançando ataques contra território israelense e também contra outros países árabes.
Além disso, o Irã ainda mantém 40 quilos de urânio altamente enriquecido.
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