Espécie extinta da região há mais de 100 anos volta às florestas e nascimento de filhotes emociona conservacionistas
Reintrodução em Dartmoor e Exmoor devolveu a marta-europeia ao sudoeste da Inglaterra e já produziu sinais claros de reprodução.
Uma espécie extinta da região por mais de um século voltou a deixar sinais concretos de recuperação nas florestas do sudoeste da Inglaterra. Em julho de 2026, câmeras confirmaram em Exmoor uma fêmea de marta-europeia acompanhada de quatro filhotes.
Qual espécie voltou às florestas do sudoeste da Inglaterra?
A espécie é a marta-europeia, um pequeno mamífero carnívoro da família dos mustelídeos. Ela desapareceu completamente do sudoeste da Inglaterra depois de ser caçada até a extinção regional, ficando ausente da paisagem local por cerca de 150 anos.
O retorno começou com o Two Moors Pine Marten Project, liderado pelo Devon Wildlife Trust. A iniciativa foi criada para reconstruir uma população reprodutiva em Dartmoor e Exmoor, duas áreas florestais estratégicas no sul e sudoeste do país.

Por que a marta-europeia desapareceu dessa região?
A espécie sumiu principalmente por causa da perseguição humana e da pressão sobre seu habitat. Caça direta e a redução de ambientes florestais adequados enfraqueceram a população até o ponto de ela desaparecer do sudoeste inglês.
Esse processo ocorreu muito antes dos projetos modernos de reintrodução. Por isso, a volta da marta-europeia não representa apenas a presença de alguns animais, mas a tentativa de recolocar um predador nativo em um ecossistema do qual ele havia sido eliminado.
O que a reintrodução em Dartmoor e Exmoor já mostrou?
O projeto já mostrou que os animais não apenas sobreviveram após a soltura, mas começaram a se estabelecer. Em 2024, foram reintroduzidas 15 martas em Dartmoor, e em 2025 outras 19 foram liberadas em Exmoor.
Os registros mais recentes indicam que a recuperação entrou em uma fase mais importante: a reprodução. Câmeras já haviam confirmado filhotes em Dartmoor, e em julho de 2026 veio a primeira prova de que as martas também estavam se reproduzindo em Exmoor.
Os principais marcos ajudam a entender esse avanço:
Como o nascimento dos filhotes foi confirmado?
A confirmação veio por meio de câmeras de monitoramento instaladas pelo projeto em áreas florestais. As imagens registraram uma fêmea acompanhada de quatro filhotes, marcando a primeira prova de reprodução das martas reintroduzidas em Exmoor.
O Devon Wildlife Trust informou que as gravações foram acompanhadas por voluntários do projeto. A equipe destacou que ver quatro filhotes com a mãe foi um resultado acima da média esperada para a espécie.
Os dados abaixo resumem por que esse registro foi tão importante:
O retorno da espécie já significa população segura?
Não. O próprio projeto trata a volta da marta-europeia como uma recuperação ainda inicial e frágil. A existência de filhotes é um sinal muito positivo, mas não garante sozinha uma população estável no longo prazo.
Animais recém-reintroduzidos ainda dependem de tempo, conectividade entre áreas florestais e baixa pressão humana para consolidar territórios. Em outras palavras, reprodução confirmada é um passo grande, porém ainda faz parte de um processo de restauração.
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Por que esse nascimento de filhotes emociona conservacionistas?
O registro emociona porque mostra a volta real de uma espécie perdida, e não apenas a soltura de animais. Quando uma fêmea cria filhotes na natureza, o projeto deixa de ser apenas tentativa e passa a demonstrar que o ambiente pode novamente sustentar o ciclo da espécie.
Também há um valor simbólico forte nesse retorno. Depois de mais de um século de ausência, a marta-europeia voltou a viver, circular e se reproduzir nas florestas de Exmoor e Dartmoor, algo que transforma uma reintrodução em recuperação concreta de fauna nativa.
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