Enviar forças ocidentais “pode levar a uma terceira guerra mundial”
O secretário do Conselho de Segurança da Rússia também disse que "a Rússia se reserva o direito de usar armas nucleares em caso de agressão contra ela"
O envio de “forças de manutenção da paz” ocidentais para “território histórico russo” é um cenário que “pode levar a um confronto direto entre a OTAN e a Rússia, ou mesmo a uma terceira guerra mundial a longo prazo”, disse Sergei Shoigu em uma entrevista à agência de notícias Tass, na quinta-feira, 24 de abril.
No final de março, o presidente francês Emmanuel Macron mencionou, durante uma coletiva de imprensa em Paris, a possibilidade de “forças de segurança” que poderiam ser “implantadas na Ucrânia”, um projeto também apoiado pelo Reino Unido.
Essas forças, acrescentou Macron, “não têm a intenção de serem forças de manutenção da paz”, nem “forças presentes na linha de contato”, nem forças que substituam os exércitos ucranianos. Seriam forças “presentes em locais estratégicos pré-identificados com os ucranianos” que teriam “caráter dissuasor em relação a uma potencial agressão russa”.
De acordo com o secretário do Conselho de Segurança Russo, um órgão criado em 1991 com o objetivo de aconselhar o ditador russo no desenvolvimento de sua política de segurança nacional, “seria mais correto descrever essas tropas como invasoras ou ocupantes”, sendo essa missão de “manutenção da paz” apenas um disfarce para “controlar a Ucrânia e seus recursos minerais”.
Ameaça nuclear
Na mesma entrevista, Sergei Shoigu, ex-ministro da Defesa de Vladimir Putin de 2012 a 2024, reafirmou que “a Rússia reserva-se o direito de usar armas nucleares em caso de agressão contra ela ou a República da Bielorrússia”. A Rússia “está monitorando de perto os preparativos militares dos países europeus”, acrescentou.
De acordo com a Estratégia de Segurança Nacional da Federação Russa, “caso estados estrangeiros cometam ações hostis que representem uma ameaça à soberania e à integridade territorial da Federação Russa, nosso país considera legítimo tomar as medidas simétricas e assimétricas necessárias para suprimir tais ações e evitar sua recorrência”, explica o Secretário do Conselho de Segurança Russo.
A dissuasão nuclear, ele acrescenta, “é realizada contra estados e coalizões militares que consideram a Rússia um inimigo em potencial e que possuem armas de destruição em massa ou potencial de combate significativo de forças polivalentes”.
Tais ações também se aplicam a estados que fornecem seu território e recursos para a preparação e implementação de agressões contra a Rússia, conclui a Tass.
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Comentários (1)
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
24.04.2025 21:09Tem muita vodka por esses tempos em Moscou.