Enviado de Trump visita Gaza após mediação de acordo
Steve Witkoff esteve em base militar israelense ao lado do chefe do Comando Central dos EUA e do chefe do Estado-Maior das FDI
O enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, visitou neste sábado, 11, uma base militar israelense na Faixa de Gaza ao lado do chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), almirante Brad Cooper, e do chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), general Eyal Zamir.
Witkoff também discursará ainda neste sábado na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, após atuar como mediador do acordo de cessar-fogo e libertação de reféns entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor nesta semana.
A visita do enviado de Trump a Gaza teve como objetivo confirmar que a retirada das tropas israelenses prevista no acordo foi concluída.
Em nota, o almirante Cooper afirmou ter “retornado de uma visita dentro de Gaza para informar sobre o avanço na criação de um Centro de Coordenação Civil-Militar, liderado pelo CENTCOM, que sincronizará atividades para apoiar a estabilização pós-conflito”.
Ele acrescentou que o esforço americano será realizado “sem tropas dos Estados Unidos em solo na Faixa de Gaza”.
O Exército de Israel anunciou que o cessar-fogo entrou em vigor ao meio-dia de sexta-feira e que suas tropas foram reposicionadas conforme o novo plano de implantação.
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Transferência de prisioneiros
Israel confirmou neste sábado, 11, o início da transferência de prisioneiros palestinos que devem ser libertados em troca dos reféns israelenses.
O Serviço Prisional de Israel informou que milhares de agentes de segurança participaram da operação noturna, e levaram os detidos às prisões Ofer e Ketziot, de onde devem ser liberados nos próximos dias.
O anúncio ocorreu após o presidente Donald Trump afirmar, na noite de sexta-feira, que os reféns “estavam sendo recuperados” e que alguns se encontravam “em lugares subterrâneos bastante difíceis”.
Segundo ele, a devolução dos reféns deve ocorrer até segunda-feira.
O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos elaborado pela equipe de Trump, prevê a libertação dos 47 reféns restantes, vivos e mortos, dos 251 sequestrados durante o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.
Em troca, Israel deve libertar 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início da guerra.
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