Empresa que construiria fábrica gigante de baterias entra em colapso e maioria dos 300
: A queda de uma startup de baterias travou um projeto industrial bilionário e atingiu centenas de empregos após meses de busca por capital.
Uma fábrica gigante de baterias prometia transformar uma área industrial no norte da Inglaterra, mas o projeto ficou sem capital suficiente. A Britishvolt entrou em administração em 17 de janeiro de 2023 e a maior parte de sua equipe foi dispensada imediatamente.
Qual empresa pretendia construir a fábrica gigante de baterias?
A empresa era a Britishvolt, startup britânica criada em 2019 para desenvolver células de bateria e construir uma gigafábrica perto de Blyth, em Northumberland. O projeto previa uma instalação com capacidade planejada de 30 GWh para abastecer a indústria de veículos elétricos.
A companhia desenvolvia protótipos e chegou a assinar memorandos com fabricantes como Aston Martin e Lotus. Esses acordos, porém, não representavam pedidos garantidos, enquanto a empresa precisava levantar bilhões de libras antes de gerar receita relevante.

Por que a Britishvolt ficou sem dinheiro?
A Britishvolt dependia de grandes aportes externos para financiar simultaneamente pesquisa, desenvolvimento e construção da fábrica. A administração planejava captar £ 800 milhões em 2022 e mais £ 1,7 bilhão nos anos seguintes, mas sucessivas metas de financiamento não foram alcançadas.
O cenário ficou ainda mais difícil com aumento dos preços de energia, instabilidade econômica e investidores mais cautelosos. No segundo semestre de 2022, a construção foi reduzida enquanto a companhia procurava recursos emergenciais para continuar funcionando.
Os principais acontecimentos mostram como a situação se deteriorou:
O que aconteceu com os cerca de 300 trabalhadores?
Durante a fase crítica, a Britishvolt era descrita como uma companhia com aproximadamente 300 trabalhadores. Quando os administradores assumiram formalmente, o quadro registrado já era menor: 232 empregados permaneciam na empresa.
Dos 232 funcionários existentes naquele momento, 206 foram dispensados imediatamente e apenas 26 permaneceram para ajudar os administradores. Assim, a expressão “maioria dos 300 trabalhadores” representa a força de trabalho associada à empresa durante a crise, enquanto o número final de demissões imediatas foi mais específico.
Qual era o tamanho do projeto planejado pela Britishvolt?
A gigafábrica seria construída em Cambois, perto de Blyth, numa área de aproximadamente 93 hectares que antes abrigava uma usina de energia. O local tinha acesso a infraestrutura elétrica, ferrovias e um porto de águas profundas, características consideradas importantes para produção industrial em grande escala.
O projeto estava ligado ao crescimento dos veículos elétricos no Reino Unido. O plano anunciado previa milhares de empregos quando a fábrica estivesse concluída e capacidade suficiente para produzir baterias destinadas a centenas de milhares de veículos por ano.
Os números mostram a diferença entre a promessa industrial e a situação no momento do colapso:
O governo britânico chegou a oferecer dinheiro ao projeto?
Sim. O governo havia oferecido £ 100 milhões por meio do Automotive Transformation Fund, mas o dinheiro dependia do cumprimento de metas. A Britishvolt precisava assegurar investimento privado e atingir condições específicas antes de receber as parcelas.
O relatório do Parlamento britânico sobre fabricação de baterias registra que nenhum recurso desse fundo foi pago. A companhia não conseguiu cumprir as condições necessárias antes de ficar sem capital suficiente para prosseguir.
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O que aconteceu com a Britishvolt depois do colapso?
Após a administração, os ativos da Britishvolt foram vendidos em fevereiro de 2023 para a Recharge Production UK Limited por menos de £ 8,6 milhões. A venda alimentou inicialmente expectativas de retomada dos planos ligados à produção de baterias.
O projeto original, porém, não se materializou como previsto pela Britishvolt. A queda deixou como principal contraste uma empresa que planejava uma das maiores fábricas de baterias do Reino Unido, mas entrou em administração antes de alcançar produção comercial e dispensou quase toda a equipe existente.
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