Eles denunciaram e afirmaram que, por “razões operacionais”, uma companhia aérea está deixando passageiros praticamente isolados em Madri e Buenos Aires
Com as alterações, alguns viajantes afirmam que podem ficar presos na Europa por mais tempo do que o planejado, enquanto outros temem perder a viagem.
Passageiros que compraram passagens entre Buenos Aires e Madrid pela companhia aérea Plus Ultra denunciam mudanças de última hora, voos cancelados e adiamentos de até 15 dias.
Com as alterações, alguns viajantes afirmam que podem ficar presos na Europa por mais tempo do que o planejado, enquanto outros temem perder a viagem.
A empresa atribui parte dos ajustes a restrições operacionais relacionadas às obras no Aeroporto de Ezeiza, mas os clientes questionam a extensão das mudanças e relatam dificuldades para obter soluções.
Por que os passageiros estão sendo afetados pelas mudanças?
Um dos relatos envolve um passageiro argentino que deveria voltar de Madrid para Buenos Aires em 11 de novembro, mas recebeu um aviso de que a viagem havia sido transferida para o dia 25.
Seus pais enfrentaram situação semelhante: o retorno previsto para 3 de novembro foi remarcado para o dia 18. Segundo os clientes, as alternativas oferecidas incluíam aceitar a nova data ou receber um voucher referente ao trecho alterado.
A possibilidade de permanecer mais duas semanas na Europa gerou preocupação com despesas extras, compromissos e a necessidade de comprar outra passagem.
PLUS ULTRA REDUJO SUS VUELOS A MADRID Y LOS PASAJEROS DENUNCIAN ESTAR VARADOS: COMENZÓ A VOLAR EN EL PAÍS HACE APENAS 4 MESES La aerolínea española Plus Ultra decidió reducir de 5 a 2 sus frecuencias semanales entre Buenos Aires y Madrid durante los próximos dos meses por el aumento de “costos operativos” y hay al menos 200 pasajeros afectados, que aseguran estar “varados” y no recibir respuesta por parte de la empresa. “Plus Ultra ha realizado un ajuste en la frecuencia de sus operaciones entre Buenos Aires y Madrid, principalmente debido al impacto operacional que generan los desvíos de vuelos a Montevideo, en el marco de las obras y trabajos de infraestructura previstos en el Aeropuerto Internacional de Ezeiza. Estos desvíos implican mayores tiempos de operación, complejidad en la planificación y costos adicionales, afectando la programación y regularidad de los vuelos”, señaló la compañía en un comunicado. Infobae 📎 https://t.co/1BN0gmGuRy
— infobae (@infobae) October 9, 2026
Como as obras em Ezeiza interferem nos voos internacionais?
A Plus Ultra relaciona as alterações às obras no Aeroporto Internacional de Ezeiza, na Argentina.
Entre 25 de outubro e 11 de novembro, a operação ficará concentrada na pista principal, que terá sua extensão disponível reduzida de 3.300 para 1.850 metros, segundo as informações divulgadas.
A limitação afeta especialmente aeronaves de grande porte, que precisam de mais espaço para decolar e pousar.
O projeto de recuperação da pista secundária 17-35 prevê investimento de aproximadamente US$ 110 milhões, com obras iniciadas em agosto e conclusão prevista para dezembro.

Quantos voos foram cortados e quais são as consequências?
A principal reclamação envolve a duração das mudanças. De acordo com os relatos publicados pelo jornal argentino Clarín, a Plus Ultra reduziu de cinco para duas as frequências semanais entre 19 de outubro e 13 de dezembro, período que vai além da janela mais crítica das obras.
Os passageiros apontam que a redução pode afetar um grande número de viajantes. Um dos entrevistados estimou que pelo menos mil pessoas por semana poderiam enfrentar problemas, embora esse número seja uma estimativa do próprio passageiro, e não um balanço oficial da empresa.
Entre as consequências relatadas estão:
Voos da Plus Ultra: quais são os impactos?
Alterações na rota entre Buenos Aires e Madrid preocupam passageiros e podem gerar despesas adicionais.
Alguns passageiros relatam mudanças nas datas de retorno.
Clientes relatam avisos de suspensão de trechos.
Quais são as principais consequências?
Viagens adiadas
Alterações de até 15 dias podem comprometer férias, compromissos e datas de retorno.
Cancelamentos de voos
Passageiros dizem ter recebido avisos de suspensão e relatam incerteza sobre a viagem.
Custos extras
A compra de uma nova passagem pode elevar os gastos de quem precisa viajar na data original.
Dificuldade no atendimento
Clientes relatam obstáculos para obter respostas e alternativas da companhia aérea.
Guarde os avisos recebidos, confirme as opções disponíveis com a companhia e mantenha os comprovantes de despesas adicionais.
Quais alternativas outras companhias encontraram para operar os voos cancelados?
Enquanto a Plus Ultra reduziu suas frequências, outras empresas adotaram estratégias diferentes para contornar as limitações da pista. A Aerolíneas Argentinas programou uma escala técnica no Rio de Janeiro, enquanto Iberia e Level previram paradas em Montevidéu.
A ITA Airways, por sua vez, informou que cancelaria voos nos dias afetados pelas obras. A companhia justificou a decisão com o aumento do tempo de operação, os custos adicionais e a alta do combustível. As diferenças entre as estratégias alimentaram as críticas dos clientes da Plus Ultra.
Quanto os passageiros que tiveram voos cancelados podem perder ao tentar resolver o problema?
O preço de uma nova passagem é um dos principais obstáculos para quem tenta voltar na data original. Segundo os relatos reunidos pelo Clarín, bilhetes de ida e volta da Plus Ultra foram comprados por cerca de US$ 750 a US$ 800, enquanto novas opções de retorno poderiam custar entre US$ 1.200 e US$ 1.500.
Alguns passageiros afirmam que a devolução oferecida pelo trecho não utilizado ficaria em torno de US$ 300 a US$ 400, valor insuficiente para cobrir uma nova viagem.
Um grupo de WhatsApp criado pelos afetados também cresceu rapidamente, reunindo pessoas que compartilham informações e tentam encontrar soluções para os voos alterados.
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