“Derrota retumbante para o narco-socialismo”, diz Milei sobre Honduras
Presidente argentino celebrou a vitória de Tito Asfura nas eleições presidenciais hondurenhas
O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou nesta quarta-feira, 24, a vitória de Nasry “Tito” Asfura nas eleições presidenciais de Honduras.
Segundo Milei, o sucesso no pleito representa “uma derrota retumbante para o narco-socialismo” e um sinal de que “a liberdade está prevalecendo em Honduras”.
“A vitória de Tito Asfura representa uma derrota retumbante para o narco-socialismo e um sinal claro de que a liberdade está, mais uma vez, prevalecendo em Honduras. O povo hondurenho se manifestou corajosamente nas urnas e optou por pôr fim a anos de autoritarismo e decadência. Da Argentina, celebramos o triunfo da liberdade e reafirmamos nosso compromisso com a democracia, a vontade popular e o respeito irrestrito às instituições da região”, escreveu no X.
Resultados
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou nesta quarta, 24, a vitória do ex-prefeito de Tegucigalpa Nasry “Tito” Asfura nas eleições presidenciais.
Asfura, que teve 40,3% dos votos, contou com apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a campanha.
Em segundo lugar, ficou o apresentador de televisão Salvador Nasralla, do Partido Liberal, com 39,5%. A governista Rixi Moncada, do Liberdade e Refundação, ficou em terceiro.
O resultado oficial foi anunciado quase um mês após a votação, realizada em 30 de novembro, em razão de um processo de recontagem de milhares de atas com supostas irregularidades.
Com 99,2% das urnas apuradas, o plenário do órgão eleitoral aprovou um relatório que propõe declarar o vencedor do pleito “com os dados que até este momento estão disponíveis”.
Polarização e influência americana
Trump tem a ideia de consolidar um bloco alinhado à direita na América Latina. O presidente americano chegou a avisar sobre as “consequências graves” para Honduras, caso os resultados favoráveis a Asfura fossem alterados.
A intervenção americana também envolveu o indulto concedido ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, do mesmo partido de Asfura, que cumpria pena nos Estados Unidos por delitos de narcotráfico.
A atual presidente de Honduras, Xiomara Castro, insiste na culpabilidade de Hernández e considera a “interferência” de Trump, junto a supostas irregularidades como coação eleitoral por grupos criminosos, um “golpe eleitoral”.
Rixi Moncada, candidata da esquerda que ficou em terceiro lugar, também afirma que não reconhecerá o desfecho do processo, citando “interferência estrangeira” e eleições que não foram livres.
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