Honduras vai às urnas sob o olhar de Trump
Presidente americano já declarou apoio a ex-prefeito de Tegucigalpa contra "comunistas"
Mais de seis milhões de hondurenhos vão às urnas neste domingo, 30, para escolher o próximo presidente do país, em uma eleição marcada por denúncias de fraude, clima de forte polarização e ausência de um favorito claro.
Além da presidência, os eleitores definirão os ocupantes das 128 cadeiras do Congresso, 20 assentos no Parlamento Centro-Americano, além de 298 prefeitos e 2.168 vereadores.
Trump apoia ‘Tito’ Asfura
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio ao ex-prefeito de Tegucigalpa Nasry ‘Tito’ Asfura nas eleições.
Em publicação na Truth Social, Trump exaltou a gestão de Tito Asfura na capital hondurenha, destacando obras de infraestrutura, e pediu voto contra a candidata governista Rixi Moncada.
Ele também afirmou que Rixi, ex-ministra da Defesa, admira Fidel Castro, enquanto o terceiro concorrente, Salvador Nasralla, estaria sendo usado pela esquerda para dividir votos da oposição.
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Alegações de fraude
Os partidos de oposição acusam o governo de esquerda de tentar manipular o processo eleitoral.
Há algumas semanas, as Forças Armadas pediram ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) acesso às atas para verificar a contagem de votos.
No entanto, a Constituição determina que o exército apenas guarde os materiais da eleição.
O CNE negou o pedido, mas a solicitação em si gerou temores de uma possível intromissão dos militares em favor do partido Libre.
Cenário político
A eleição é monitorada pela União Europeia, Organização dos Estados Americanos (OEA) e Estados Unidos.
Mais de seis milhões de hondurenhos estão aptos a votar.
Os principais são Rixi Moncada, do partido governista Libre, Nasry “Tito” Asfura, do Partido Nacional, e Salvador Nasralla, do Partido Liberal.
O país vive um ambiente de forte polarização, com a disputa concentrada entre o bloco de esquerda e as forças tradicionais de direita.
A atual presidente, Xiomara Castro, apoia abertamente Rixi Moncada, que foi ministra da Defesa em seu governo.
Moncada afirma estar comprometida em “dar continuidade ao projeto de refundação” iniciado por Castro.
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