Deputados acusam Harvard de treinar milícia chinesa envolvida em genocídio
Universidade também é cobrada por parcerias com regime iraniano e uso de verbas do Exército dos EUA em pesquisas com aliados de Pequim
Harvard está no centro de uma investigação conduzida por deputados republicanos dos Estados Unidos, que exigem explicações sobre parcerias da universidade com entidades ligadas aos governos da China e do Irã.
A ofensiva teve início com uma carta enviada por John Moolenaar, Elise Stefanik e Tim Walberg, membros da câmara dos deputados.
O documento aponta possíveis violações legais e riscos à segurança nacional americana.
De acordo com os parlamentares, Harvard teria treinado repetidamente membros do Corpo de Produção e Construção de Xinjiang, uma organização paramilitar controlada pelo Partido Comunista Chinês.
O grupo é acusado de participar diretamente da repressão a muçulmanos uigures na região de Xinjiang.
Os treinamentos teriam ocorrido até outubro de 2023, com uso de instalações e recursos da universidade.
A carta levanta a hipótese de que os serviços prestados possam ter sido empregados pelo grupo para aprofundar os abusos contra minorias étnicas.
Além desses vínculos, os deputados citam colaborações acadêmicas entre Harvard e universidades chinesas ligadas às Forças Armadas do país, como as universidades de Tsinghua e Zhejiang.
Parte dessas pesquisas, realizadas entre 2020 e 2024, teria contado com recursos do Departamento de Defesa dos EUA, repassados por meio da agência de projetos militares e da Força Aérea.
A suspeita é de que verbas públicas tenham sido usadas em projetos com aplicação militar, em parceria com instituições estratégicas do governo chinês.
Outro ponto levantado é a participação de Harvard em estudos conjuntos com financiamento de um órgão iraniano ligado ao Conselho Supremo da Revolução Cultural.
Os parlamentares apontam que, entre 2020 e 2024, pelo menos quatro projetos com envolvimento de pesquisadores da universidade teriam recebido recursos desse fundo estatal iraniano.
O Congresso cobra da instituição respostas formais até segunda, 2 de junho. Caso Harvard não esclareça os vínculos, poderá enfrentar sanções legais.
O caso repercutiu nas redes sociais, com parlamentares e comentaristas ligados à direita acusando Harvard de conivência com regimes autoritários.
A deputada Elise Stefanik classificou os vínculos como uma “grave traição” à segurança nacional.
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Comentários (1)
Antonio Carlos
20.05.2025 09:43Trump Nazista e sua campanha de ódio contra quem o enfrenta. Imigrantes, forças armadas , universidades e quem será o próximo?